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Cervejaria Dádiva chega com pelotão de cervejas encorpadas para aquecer esse inverno

Tem o trio de Russian Imperial Stouts Odonata (com passagem em madeira usada no envelhecimento de destilados), mais uma Barley Wine, uma Tripelbock e uma Imperial Porter. Desculpa para espantar o frio com cerveja não falta!

Por Sergio Crusco

Odonata_ dadiva

As Odonatas #4, #5 e #6, cada uma repousada por três meses em barris usados para rum, single malt e cachaça, respectivamente

Ui, chegou a frente fria. Aquela que todo mundo temia. Em vez de reclamar da situação polar no Facebook, que tal agasalhar-se com alguma bebida encorpada, alcoólica, calorosa? A cervejaria paulista Dádiva foi uma das que bem se preparou para a estação com um grupo de rótulos poderosos e robustos lançados recentemente. Senta que lá vem muita novidade… Continuar lendo

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O bartender Marcelo Serrano volta à cena a bordo do Veríssimo Bar

Depois de um tempinho afastado do balcão, o mestre de alquimias sutis cuida das cartas de bebidas do grupo Cia. De Gastronomia e Cultura, comandado pelo chef Marcos Livi. No Veríssimo, você pode conferir a primeira carta completa

Por Sergio Crusco / Fotos: Luna Garcia/Divulgação

Drink Verissimo _ Luna Garcia Catalão

Catalão: jeitão de Sangria com vinho tinto, Aperol, gengibre, tônica e xarope

Os fãs dos bons coquetéis ficaram acabrunhados quando o bartender Marcelo Serrano anunciou sua saída do Brasserie des Arts, há alguns meses. Era uma senhora baixa no “time A” de mixologistas da cidade, pelo menos para quem gosta de fincar os cotovelos no balcão e apreciar o balé das coqueteleiras. Após a partida, o plano imediato de Serrano foi tornar-se embaixador dos xaropes franceses Monin (cargo que ainda ocupa), mas não demorou muito para que ele fosse fisgado de volta para dentro do bar. Continuar lendo

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Sunomono, a cerveja com pepino que desce macio e refresca

Uma Witbier com adição de pepino é a nova receita sazonal da Cervejaria Nacional, elaborada pelo mestre-cervejeiro Patrick Bannwart e pelo mestre em estilos Luis Celso Jr. Corre porque acaba rapidinho…

Por Sergio Crusco

cerveja com pepino sunomono

Um brinde no lançamento da Sunomono, Witbier com pepino da Cervejaria Nacional

No meio das crises que avacalham nossa paz, há inúmeros motivos para que você não queira mais pepino. Nem do grosso, nem do fino. Mas pepino na cerveja, que tal? A moda das Cucumber Beers pegou forte ao longo do ano passado nos Estados Unidos, terra da inventividade cervejeira. Apareceram Saisons, Kölschs, Beliner Weisses, sours e outros estilos refrescantes combinados com o vegetal. Porque, vamos combinar, uma Cucumber Stout deve ser algo meio difícil de dar certo. Continuar lendo

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Poke Haüs acende a chama da coquetelaria tiki em pleno inverno

O bartender Laércio Zulu é autor da carta de drinques tiki que acompanha as porções de poke havaiano, nova moda na cidade

Por Sergio Crusco

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Navy Grog, clássico tiki revisitado por Laércio Zulu na Poke Haüs, em São Paulo

Tá certo que acabamos de entrar no inverno e que a estação pede comida quente, reconfortante, e drinques encorpados e alcoólicos. Mas na Poke Haüs, nova opção descontraída no Itaim, o verão parece teimar em ser eterno. No menu, as principais opções são algumas combinações de poke, o prato havaiano à base de peixes marinados e arroz, nova modinha na cidade.

Como leveza harmoniza com leveza, os coquetéis tiki têm tudo para vencer a parada, mesmo sob as baixas temperaturas. Quem montou a carta, bem sucinta, foi o bartender Laércio Zulu, mestre nas alquimias tropicais. São seis opções de drinques, três de autoria própria e três recriações de clássicos tiki de Don The Beachcomber (essa história toda você lê no Dringue clicando aqui). Continuar lendo

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Conheça Melicana, a aguardente de mel

Não é cachaça. É destilado do mel, receita tradicional de Minas Gerais só agora lançada largamente no mercado. Para fundir a cuca – e espalhar uma doçura bem sutil por aí…

Por Sergio Crusco

arte mel

Beautiful girl playing viola in honeycomb dress and hair, óleo sobre tela de Andrew Merenkov

Se você pensa que Melicana é cachaça, Melicana não é cachaça, não. Embora o nome terminado em “cana” confunda um bocado, de garapa ou melaço ela não tem nada. Também não vá pensar que se trata de uma bebida “com” adição de mel. Ela é destilada “a partir” do mel de abelha. Fermentou o mel, destilou, deu aguardente. Simples assim. Melicana, de fato, é o nome da destilaria que produz essa bebida pouco comum, mas corre o risco de ficar na história como marca que acaba dando nome ao produto, tipo Gillette.

A receita era popular na região de Bom Despacho, centro-oeste de Minas Gerais, onde alguns destiladores informais a preparavam. O empresário José Carlos de Assis, que até o momento não atuava no ramo de bebidas, resolveu aperfeiçoá-la, um Professor Pardal do alambique. Foram quase dez anos de testes e provas entre amigos, até que sua mulher, Lélida Assis, exigiu uma posição ante ao mar de aguardente que se avolumava em seu galpão de experiências: “O que vamos fazer com tanta bebida estocada? Vamos tratar de vender!”, tomou a dianteira. Nasceu a marca. Continuar lendo

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Winebeer: o vinho com lúpulo chileno pode ser a nova estrela dos verões que vêm aí

Uvas brancas maceradas com lúpulo originam essa bebida bem seca, boa para a praia e para sorver sem grandes preocupações puristas. A novidade foi apresentada na edição mais recente da feira Expovinis

Por Sergio Crusco

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Ela tem vinho e lúpulo

Até que demorou para alguém ter a ideia da Winebeer. E se tiveram antes, foi o grupo chileno Empresas Lourdes quem chegou primeiro no mercado com o que chama de “uma agradável contradição”: vinho com lúpulo.

Já sei! Alguns enófilos e cervejeiros vão cair matando no que pode parecer uma usurpação da beatitude dessas duas bebidas. Mas trata-se de uma sacada simples e até meio boba: adicionar lúpulo à maceração das uvas e fermentar. Depois desse processo, mais um período de refermentação na garrafa, o que gera uma perlage muito sutil (as “some bubbles” descritas na apresentação do produto, cuja fórmula, diz a companhia, não leva nada além de uvas, lúpulo e levedura).

Não é o melhor vinho que você já tomou, pode ter bem certeza – mas nem de longe chega a ser algo parecido com um Keep Cooler. A Winebeer, elaborada com uvas brancas (os produtores não especificam as castas), é uma bebida bem seca, de boa drinkabilidade, como se diz por aí. Seu amargor é brando, quase imperceptível. Com teor alcoólico de 9%, é descontraída e perfeita para um dia de praia. Para se tomar algumas em seguida, na companhia das iscas de peixe fritinhas. Clima “garota dourada” total. Isso se a garrafinha de 250 ml não chegar por aqui custando uma fortuna (o que costuma acontecer, graças à nossa infelicidade tributária).

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Felipe Rara faz drinques que mexem com os sentidos no Brasserie des Arts

O mixologista lança a carta de drinques Equilátero, que prevê duas novas etapas mais adiante. Especiarias, ingredientes raros e contrastes de sabor são algumas surpresas dessa viagem cheia de inspirações geográficas, históricas e aromáticas

Por Sergio Crusco

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Carême Mise en Place, com Mandarinetto com frutas silvestres, amaro e soda lima limão. Uma das invenções de Felipe Rara na nova carta do Brasserie des Arts

Felipe Rara vem firmando seu nome (ou melhor, já firmou) entre os bambas da mixologia paulistana de um jeito tranquilo. Fala mansa e gestos comedidos fazem parte do seu estilo, mesmo quando o lugar é o agitado Brasserie des Arts, no bairro paulistano dos Jardins, onde predominam a música alta e o clima dolce vita, eterna festa.  Continuar lendo