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Tequila Jose Cuervo lança desafio: quem prepara o melhor drinque?

A marca apresenta o concurso Dons of Tequila, em que participantes de 17 países vão mostrar sua magia para criar coquetéis à base do destilado de agave azul

Por Sergio Crusco

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Paloma: drinque sensação na noite da Jose Cuervo no restaurante La Central

Quer ter um blend de tequila Jose Cuervo com seu nome estampado no rótulo e ainda receber um título de distinção no México? Comece a pensar na receita. Na segunda-feira (30), a Jose Cuervo apresentou em São Paulo uma nova ação global que vai abalar o mundo da mixologia em 17 países. Profissionais da coquetelaria e mesmo amadores serão convidados a criar drinques com as tequilas da marca. O vencedor viajará para Tequila, no México, conhecerá a destilaria da Jose Cuervo, criará seu próprio blend e ganhará 500 garrafas com seu nome gravado. Olha que luxo.

Quem vencer a parada também receberá o título de Don (algo parecido, no México, com a deferência com que se trata um “Sir” na Inglaterra). Ao longo de seus 250 anos de história, a Jose Cuervo tem destacado alguns (poucos) Dons of Tequila, como Sixto Gorjón, que em 1873 defendeu a cidade de Tequila e suas destilarias do bando de Manuel Lozada, gatuno que tocava terror no México do final do século 19.

Para participar, acesse o site Dons of Tequila e conheça o regulamento.

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Um dringue com Carla Pernambuco

Uma jarra de Clericot gelada e a chef Carla Pernambuco abre na memória o álbum de família, dias de sol bom, as primeiras transformações da vida

Por Cristina Ramalho

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Carla Pernambuco em sua cozinha: os bons sabores da vida são inspirações

Faz pouco tempo, a chef Carla Pernambuco foi a um casamento em José Ignacio, praia linda do Uruguai, juntinho de Punta Del Este. Ela, a mãe, D. Marlene, as filhas, Floriana e Julia, mulheres escolhendo os melhores vestidos num cenário que Carla acha um dos mais lindos do mundo. Ir a Punta, para ela, é sempre abrir o álbum de família: era lá que passava suas férias de menina, fugindo das águas vivas no mar. O mar que entrou na infância e tomou conta da adolescência toda. Foi em Punta que Carla descobriu que eram muitos – e bons – os sabores da vida. Os presuntos que seu pai adorava. O sorvete Conaprole, tomado aos poucos, encostada no Simca rabo de peixe. Foi em Punta que ela aprendeu a dirigir num Fusca, aos 14 anos. E onde descobriu o primeiro drinque: o Clericot.

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O dia em que Phil Collins virou drinque

Conhece Tom Collins? Essa era uma pegadinha famosa nos Estados Unidos nos tempos do faroeste. E acabou batizando um clássico dos coquetéis, que dá um clima 60`s ao ambiente

Por Cristina Ramalho

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Tom Ewell apela para o Tom Collins para conquistar Marilyn Monroe em O Pecado Mora ao Lado

Primeira história:

O casalzinho apaixonado vai jantar no hotel cinco estrelas. Pedem entradas, vinho, o fino. Noite estrelada, para ficar de mãos dadas e fazer grandes planos. Falta só uma musiquinha mais com a cara deles, que essa que está tocando no salão está meio devagar. O rapaz chama o garçom: “Não tem Phil Collins?” O garçom, sem alterar a expressão, faz uma mesura: “Pois não”. Vai até o bar do hotel e canta o pedido: “Solta um Phil Collins”. O barman, sorriso alvo e cabelos nos trinques, acredita que não se decepciona um cliente jamais. “Ôpa, é pra agora!” Segura o copo alto, vira, bota gelo, mexe o drink lá dentro, enfeita com uma cereja, cheio de si. Bebida na bandeja. À mesa, o garçom materializa o desejo do freguês: “Seu Phil Collins, senhor”. E o rapaz, que só queria que trocassem o CD, arregalou o olho: “Ué, o que é isso?”

Até hoje não sabemos o que foi servido. Tá certo, o barman pode ter escorregado na pressa e entendido que queriam um clássico Tom Collins. Fazia sentido. Fato é que ele foi alvo de gozação dos colegas para o resto da semana.

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Cerveja Sem Dono ajuda cachorros abandonados a encontrar um lar

A Pilsen da Bamberg trará imagens de cães para adoção – em breve no seu bar!

Por Sergio Crusco

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Os rótulos da Cerveja Sem Dono, a Pilsen da Bamberg com roupa nova

Balú, Ana, Judy, Tom, Nero e Jerry procuram um lar. Mas agora não é só na timeline do Facebook que você vai ver compartilhamentos pedindo a adoção de cachorros abandonados. Quem sabe bebendo sua cerveja predileta? E não é qualquer cervejinha, não, pode apostar. Os anúncios em breve vão aparecer nos rótulos da Bamberg Pilsen, de uma das mais premiadas microcervejarias brasileiras.

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Uma noite de desafio com os top bartenders de São Paulo

Bambas da mixologia se reúnem na Brasserie des Arts para criar drinques com Ice Tropez, bebida à base de vinho e aroma de pêssego importada da França Por Sergio Crusco

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Beach Tropez: primeiro drinque criado com Ice Tropez por Marcelo Serrano

Sabe o que acontece quando alguns dos melhores bartenders da cidade se reúnem para um desafio? Uma evolução de sabores, um desfile de cores que lembra os tempos das competições de fantasias de luxo dos velhos carnavais. Mas aqui Clovis Bornay e Wilza Carla (o rei e a rainha da folia no tempo da vovó) não se estapeiam pelo primeiro lugar, nem voam plumas. É um encontro amistoso em que não faltam harmonia, suíngue, charme e simpatia. A movimentação dos bartenders no balcão é digna de bateria nota 10. E o resultado, para quem está do outro lado, um deslumbre: cada drinque, uma alegoria.

O desafio da noite é criar um coquetel com Ice Tropez, bebida à base de vinho branco e aroma natural de pêssego – uma espécie de Bellini com sotaque francês. O anfitrião é Frederic Renaut, gerente da filial paulistana da Brasserie des Arts, e o mixologista Marcelo Serrano, o mestre de cerimônias. Serrano já havia colocado no cardápio da Brasserie o drinque Beach Tropez (veja receita abaixo) e agora convida uma turma de bambas para criar novas alquimias. Continuar lendo

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Conversa de bar

Bar é como praia, um endereço que indica nossa filosofia de vida, sinaliza nossos gostos e a nossa turma. No Rio ou em São Paulo, encontre a sua, escolha um dos cinco petiscos mais saborosos do cardápio e um bom drinque para harmonizar.  Damos umas receitas no final do post… e músicas, claro!

Por Cristina Ramalho

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Bar Pirajá, em São Paulo: imitando o borogodó carioca na terra da garoa

Aconteceu mesmo e virou manchete: quando Hitler mandou afundar uns navios na costa brasileira, em 1942, a vingança anti-alemã dos brasileiros foi imediata. Rapazes ilustres do Rio de Janeiro dos anos 40/50, como os jornalistas João Saldanha, Sérgio Porto e Sandro Moreyra, saíram apedrejando os bares alemães de Ipanema. O Bar Berlim, o primeiro deles, fechou rapidinho e só reabriria dois anos depois com a alcunha de Bar Lagoa – é, aquele mesmo, dos garçons mal humorados, e do privilégio de estar numa das melhores locações do Rio. O Rhenania também trocou de nome, fechou e se transformou no Jangadeiro, mais tarde o ponto predileto da Tônia Carrero, Drummond, do Jaguar e até do Carlos Lacerda.

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Curta os melhores bares do bairro italiano de São Francisco

Vinhos, cervejas e uns bons drinques num dos pedaços mais agitados da cidade, onde os prazeres são infinitos. Prepare-se para um longo roteiro, em que é prudente forrar o estômago pelo caminho

Por Sergio Crusco

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Columbus Avenue, a via principal de North Beach, bairro italiano de São Francisco

São Francisco já foi cantada em verso, prosa, música e cinema. Tomar umas e outras por lá vai fazer você recordar várias canções (a do Tony Bennett, sem dúvida), reviver cenas de filmes e alguns romances noir que andou lendo (o mais célebre, O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett), identificar em cada canto uma lembrança, mesmo que seja a sua primeira vez por lá.

North Beach, o bairro italiano, é pródigo em bares cheios de história. É para lá que você deve seguir se quiser ter a chance de estar onde grandes personalidades que criaram a alma de São Francisco esvaziaram seus copos. Imagine sentar-se no mesmo lugar onde Jack Kerouac tomava seus traçados. Alisar a madeira do balcão onde Rudolph Nureyev passava tardes de ócio, entre um rodopio e outro. Ou saber que está bebendo um bom vinho bem debaixo das salas onde Francis Ford Coppola montou O Poderoso Chefão. Vá com calma, pois o roteiro é intenso, repleto de sabores. Em breve, vamos falar de outros recantos não menos inebriantes de São Francisco.

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