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Agora é moda: drinque com maconha

Estados americanos onde a cannabis foi legalizada vivem uma nova onda: coquetéis turbinados com infusões que chapam o coco

Por Sergio Crusco

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Lascívia e fumacê em capa de romance americano barato dos anos 50 – ela não conhecia os coquetéis com THC

Imagine um Manhattan ou um Old Fashioned com um trilili a mais na receita. Não estamos falando de twist de limão, shrub de frutas ou cardamomo defumado, técnicas que os mixologistas adoram e, claro, dão sabor, aroma e outras sensações delicadas e deliciosas aos coquetéis. É que a onda prafrentex, lá pelas bandas descriminalizadas do planeta, são drinques com infusão de maconha.

Um dos gurus da tendência é o mixologista Daniel K Nelson, proprietário do The Writer’s Room em Los Angeles, Califórnia (estado onde o uso medicinal da maconha é legalizado). Nelson fez sua primeira experiência com cannabis na bebida durante um evento em que chefs prepararam um menu com a erva. Jogou dois ramos da planta numa garrafa de vodca, mas nem o sabor ou o barato o apeteceram. Ficou chocho e não fez a cabeça.

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Cerveja para aquecer seu inverno

A Kasteel Winter é uma pequena obra-prima belga que parece feita de chocolate, café e caramelo – mas não é

Por Sergio Crusco

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O Censo de Belém, Pieter Bruegel, o Velho (1566)

As gravuras dos cartões de Natal me fascinavam na infância: paisagens brancas com renas, crianças de faces rosadas brincando na neve, fazendo bonecos com gravetos à guisa de braços e frutas vermelhas no lugar do nariz, riachos congelados onde camponeses patinavam felizes. Um dia viveria um inverno bucólico como aquele, apreciando a vista do vale em uma cabana aquecida? Algum tempo depois, ao conhecer as pinturas de Bruegel pelos livros, passei a desconfiar de que a vida num confim gelado não deveria ser das mais fáceis.

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Gostoso é gostoso mesmo

As caipirinhas da creperia Madame Chita, em São Miguel do Gostoso, Rio Grande do Norte, são tão coloridas e irresistíveis como a sua proprietária, Rosana Carneiro

Por Cristina Ramalho / Fotos: Ana Ottoni

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– Eu ficava sozinha aqui, isso aqui era uma porrrtinha – ela conta, já rindo antes de terminar a história, o erre carregado lá de Ribeirão Preto, a voz rouca, extensão natural do eterno cigarrinho nas mãos.

Toma mais um gole da cerveja.

– Amiga, isso aqui era um deserto. Eu estava tomando minha cerrvejinha quando parou um jipão amarelo, e desceu um homem… Homem não, ô bem, aquilo era dois metros de homem, não acabava nunca, uma maravilha. Eu me ajeitei, escondi a cerveja embaixo do balcão, fui abrindo um sorriso, sabe a-que-le sorriso?  Ele perguntou: “Você vende bebida?” ­– Sim, claro, você quer uma caipirinha, uma cerrveja? E ele: “Tem Toddynho?”

Pausa. Ela faz uma careta. – Ah, tenho cara de quem vende Toddynho?

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Tempere seu Gim ou Porto Tônica com especiarias, pimentas e frutas

É fácil criar um drinque bem diferente e aromático à base de tônica: veja o que há de bom no armarinho de temperos ou pense seriamente nisso na próxima visita ao mercado

Por Sergio Crusco

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Porto Tônicas charmosamente aromatizados e servidos em potinhos na Tasca da Esquina

Em Portugal e na Espanha é uma sensação: mercados descolados vendem kits lindos para incrementar o seu Gim ou o seu Porto Tônica. São caixas luxuosas com vidrinhos de especiarias, flores e chás que dão aquele twist todo especial ao drinque. Quem gosta desse tipo de coquetel quase não resiste. Mas aí você pensa no preço (os mais caros estão na faixa dos 50 euros), no perrengue que vai ser transportar a caixa e finalmente lembra que por aqui existem maravilhas como a paulistana Zona Cerealista, onde é possível comprar tudo fresquinho e a granel.

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Pirajá lança Cachaça Velha Guarda e novas caipirinhas no cardápio

Criada em Paraty e envelhecida por dois anos em carvalho, a Velha Guarda chega chegando, para ser provada pura ou em quatro novas receitas de caipiras no boteco paulistano

Por Sergio Crusco

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Nova cachaça e novas caipirinhas do Pirajá: Velha Guarda, Baile de Gala, Brigar Pra Quê? e Doce Ilusão

Quando o bar paulistano Pirajá lançou sua primeira cachaça exclusiva e branquinha, a Pirajá Santo Grau, em 2013, já se imaginava um upgrade. Eduardo Mello, da destilaria Engenho D’Água, em Paraty, estava de mangas arregaçadas preparando a irmã mais velha, uma pinga adormecida durante seis meses em tonéis de amendoim e por mais dois anos em carvalho francês velho. Essa semana a Pirajá Velha Guarda Santo Grau veio à luz, levemente dourada, com notas de baunilha e perfeita para o preparo de coquetéis. “O carvalho antigo amacia a cachaça e não confere tanta cor, a bebida mantém os aromas e sabores característicos da cana-de-acúcar”, explica Eduardo, membro da quinta geração de uma família que destila a marvada desde o século 19.

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