6

Café Vlissinghe, um dos bares mais antigos do mundo, completa 500 anos na Bélgica

Numa viagem à Bélgica, descobrimos por acaso o Café Vlissinghe, em Bruges. A ideia era fugir da chuva, mas quase não saímos mais de lá

Por Sergio Crusco

cafe_Brugge_Vlissinghe_R07

Interior do Café Vlissinghe, em Bruges: do mesmo jeitinho desde o século 19

Às vezes uma trapalhada ou um fenômeno da natureza salvam o dia.

Foi assim em Bruges, cidade encanto belga, que fui conhecer com meu amigo Estanislau em 2008. Pegamos logo cedo um trem em Bruxelas, onde estávamos hospedados, e fizemos de cara a peregrinação turística ao chegar: praças, canais, monumentos, catedrais, subir a torre central, com 366 degraus, e estar no meio do carrilhão enquanto os sinos batem – uma loucura.

Continuar lendo

2

Bebendo champanhe com Marlene Dietrich

Ela era boa de bico, mas não tinha frescura: ia do champanhe ao vinho baratinho francês, passando por destilados fogo na goela como o Calvados e a vodca russa. Para sentir-se Marlene, damos o ranking dos melhores champanhes do ano (para quem tá podendo) e a lista dos grandes espumantes nacionais (para quem caiu no real)

Por Sergio Crusco

dietrich-champanhe-edit

Marlene Dietrich e o champanhe: promessa de um eterno domingo

“Como símbolo, o champanhe tem poderes extraordinários. Ele lhe dá a sensação de um domingo e de que dias melhores estão se aproximando. Se você pode arcar com um Dom Pérignon bem gelado numa linda taça, no terraço de um restaurante em Paris, olhando para as árvores ao sol numa tarde de outono, vai sentir-se o adulto mais sensual do mundo, mesmo se estiver acostumado a tomar champanhe”.

Continuar lendo

4

Negroni, o drinque com alma de diva

É o coquetel das moças intrépidas, que são donas da situação e estão de olho nas boas coisas da vida. É também sinônimo de pecado, perigo e libido à flor da pele – o Negroni foi usado por Tennessee Williams como metáfora do desejo em um de seus romances

Por Cristina Ramalho

VivienLeigh-negroni

Vivien Leigh em foto promocional para o filme Em Roma na Primavera (1961), em que o Negroni é personagem fundamental, com base no romance de Tennessee Williams

Outro dia mesmo as redes sociais ferveram com a notícia sobre Caco, o sapo, separado da Miss Piggy, que arrumou uma namorada mais jovem, mais magra e, basta uma olhada rápida na foto da moça, um chuchu. Não no sentido vintage da palavra, quando o legume, acreditem, jovens, era sinônimo de gata, de mulher bonita. A nova senhorita Caco está mais para um chuchu literal: aguada, sem appeal, de um verdinho pálido. Parece que Piggy, a sedutora salerosa, gargalhou quando lhe contaram a nova. “Moi, desoleé? Hahaha!”, sapecou, enquanto bebericava uns Negronis no Gilroy, o bar da moda em Nova York.

Continuar lendo

0

Banana Verde harmoniza cervejas brasileiras com pratos naturebas

O restaurante natural Banana Verde, na Vila Madalena, aposta numa carta caprichada de cervejas artesanais para combinar com os pratos vegetarianos sutis criados pela chef Priscilla Herrera. Quem propõe a alquimia é a sommelier autodidata Poliana Scuissati

Por Sergio Crusco

Banana Verde 1

Uma das harmonias sugeridas no Banana Verde: Tupiniquim Belgian Dubbel Ale com mousse de cogumelos Portobello, compota de pera e gengibre e torradas no azeite trufado

Confesso que, quando se fala em harmonização com cervejas, penso logo na gordice (hoje tá na moda falar em food porn, mas não tenho delírios sexuais à visão de um lombo de porco – pornô pra mim continua sendo a Linda Lovelace, o John Holmes e O Diabo na Carne de Miss Jones, vai no Google, se não é dessa época). Enfim, falou em cerveja potente, imagino a crocância de um pururuca, uns torresmos ainda fazendo shhhh ao chegar à mesa do boteco. Falou em cerveja levinha, com doçura de malte, penso no apimentado, uma moqueca daquelas, com todo o mar dentro, como diria Vinicius de Moraes – a bebida suave aplacando o ardor. Estou errado? Não sei. Não sou especialista e aqui no Dringue é assim – a gente conversa com os bambas na matéria para aprender, provar, mandar o plá e curtir. Por favor, bambas, me corrijam o eventual despropósito. Sei que não é simples assim e o que importa nessa vida é a surpresa.

Continuar lendo

0

Bebendo Dry Martini com Bette Davis

O Gibson, variação do Dry Martini, é personagem de A Malvada, um dos filmes mais célebres de Bette Davis. Os puristas do Martini acham um horror a cebolinha que decora o drinque, mas quem há de discordar do bom gosto da estrela?

Por Walterson Sardenberg Sº

bette_martini

Bette Davis, ao lado de Thelma Ritter, começa sua noite bem sacudida bebendo um Gibson – entorna outros tantos ao longo de A Malvada (1950)

Permissivo e ruidoso em seus filmes, o cineasta espanhol Luis Buñuel era um purista quando se tratava de seu drinque favorito, o Dry Martini. Ele derramava alguma gotas de vermute Noilly-Prat e meia colher de Angostura sobre o gelo. Sacudia tudo em uma coqueteleira e, depois, conservava apenas o gelo, que mantinha vestígios dos dois perfumes e nada mais. Sobre o cubo, em uma taça previamente gelada, depositava a dose generosa de gim. Buñuel chegou a levar em consideração a opinião de extremistas, apreciadores de um Martini tão seco a ponto de sustentar que bastava um raio de sol atravessando uma garrafa de Noilly-Prat, antes de atingir o drinque. Certa vez, o diretor do Museu de Arte de Nova York, na sua frente, substituiu a Angostura pelo Pernod. A Buñuel, a troca pareceu abominável.

Continuar lendo

0

Uma aula de coquetelaria mediterrânea com Márcio Silva

Drinques leves, cítricos, refrescantes, aromáticos, com sabor de férias sem fim. Assim foi o workshop de coquetéis com o bartender Márcio Silva – inspiração para sonhar com uma vida tranquila lá longe…

Por Sergio Crusco

ms_poção_tupã

O coquetel Poção Tupã e a paisagem da Vila Beatriz – um ramo de manjericão desmilinguido e outro armado com estilo pelo professor

Pensam que é moleza seguir uma receita de coquetel e conseguir o mesmo resultado do bar top ten? Drinques deliciosos, bem equilibrados, com decoração perfeita? Bem que me esforcei, mas bastou a primeira aula de coquetelaria com Márcio Silva para descobrir que estou longe de alcançar qualquer espécie de perfeição nesse ramo.

A ideia era mostrar a um grupo de jornalistas a alquimia de alguns drinques de inspiração mediterrânea, de autoria de Márcio, na sede da importadora Mr. Man. Coisa que a gente vê nos filmes e fica sonhando em viver (para o resto da vida, não só nas férias) – beira mar, ingredientes frescos, comida saudável. “Esses drinques nos fazem desconectar do estresse, da buzina, da fila, do computador. Viver um momento nosso, curtir a vida, estar presente”, disse Márcio, que trabalhou durante 20 anos na Europa, em bares e como treinador de bartenders, tendo passado um bom tempo em Barcelona, de onde trouxe o jeito sutil e refrescante de pensar a mixologia.

Continuar lendo

1

Bebendo cerveja Pilsen com Freddie Mercury

Chega ao Brasil a cerveja Queen Bohemian Rhapsody, que comemora os 40 anos do maior hit da banda inglesa liderada por Freddie Mercury e Brian May. É uma pilsen tcheca que o cantor aprovaria, garante o guitarrista. Freddie tinha paixão por esse estilo de bebida, por vodca, champanhe e outras transas e tal

Por Sergio Crusco

freddie-cup

Copinhos e xícaras não são mais mistério para os fãs de Freddie Mercury: ele gostava de cerveja, vodca e champanhe

Ainda hoje, 24 anos após sua morte, os fãs discutem, além de outras substâncias, que líquido misterioso havia dentro dos copinhos que Freddie Mercury deixava sobre o piano durante os shows do Queen. Entre um Love of My Life e um We Will Rock You, lá ia ele dar uma bicadinha. Há fóruns na internet sobre o assunto, o mexerico corre solto e, como em toda discussão de internet ou mesa de bar, todo mundo quer ter mais razão: “Tenho certeza de que era cerveja, era um líquido amarelado”, diz um fã. “Era champanhe, Freddie era louco por champanhe”, opina mais um. Continuar lendo