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Bebendo gim e vinho do porto com Billie Holiday e Lester Young

Top and Bottom – metade gim, metade vinho do porto – era o drinque que Billie Holiday gostava de tomar com o saxofonista, amigo e parceiro musical Lester Young. Só que sua bebida preferida, no duro, era o velho e bom uísque. Para o champanhe, Lady Day dizia “não”

Por Sergio Crusco

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Clássica imagem de Billie Holiday durante uma gravação nos anos 1950

Billie Holiday não gostava de champanhe. “Detesto”, frisa um par de vezes em sua autobiografia, Lady Sings The Blues. Era uma lady, no entanto, e não rechaçava uma taça quando um cavalheiro de verdade a oferecia. Foi assim em Montreal, quando ela experimentou o vinho borbulhante pela primeira vez, encorajada por um rapaz canadense que a advertia sobre os malefícios do uísque – ele lhe estragaria a voz. Billie aceitava a cortesia, mas corria para a cozinha para dar uns goles no destilado de malte. Esse sim, sua paixão.

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Um dringue com Tatiana Spogis

Ela é sommelier de cervejas, gerente de marketing da importadora Bier & Wein, mestra na Academia Barbante de Cerveja, terceira colocada no III Campeonato Mundial de Sommeliers realizado em Munique, em 2013. Trabalhou no lançamento das cervejas de trigo alemãs no Brasil, em 2001, quando começou a onda dos rótulos especiais no Brasil, e tem muita história para contar. Conversamos um pouco sobre trabalho e muito sobre sensações. Ou melhor, estar com os sentidos afiados é a principal ferramenta de trabalho de Tatiana 

Por Sergio Crusco

Tatiana Spogis

Como começa sua história com cerveja?

Ihhh… Senta que lá vem história! Sempre amei cerveja. Das bebidas alcoólicas, sempre foi minha predileta.

Desde que época?

A parte oficial? Desde os 18 anos. Ha ha ha! Meu pai é uruguaio, de pequeno a gente tomava o suco de uva do uruguaio, que é o vinho com bastante água e açúcar para crianças. Quando comecei a trabalhar oficialmente com cerveja, a primeira reação da minha mãe foi de susto: “Ai, meu Deus, agora ela vira alcoólatra!”

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Bebendo White Russian com Jeff Bridges

O White Russian, coquetel com vodca, licor de café e creme de leite, ficou famoso por causa do filme O Grande Lebowski, em que Jeff Bridges o beberica sem parar. Mas a receita que aparece na tela não tem nada a ver com o preparo clássico – aqui você aprende a fazer do jeito certo

Por Walterson Sardenberg Sº

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Jeff Bridges com o White Russian zoado: na verdade, o drinque tem duas camadas de cor

Tinha tudo para dar errado. Quando O Grande Lebowski (The Big Lebowski) foi lançado, em 1998, quase ninguém se importou. Embora dirigido por dois cineastas em ascensão – os irmãos Coen –, o filme causou repulsa nos críticos e permaneceu só seis semanas em cartaz nos Estados Unidos. Fracasso? Com o passar dos anos, o protagonista Lebowski, um outsider que gasta os dias jogando boliche com outros desocupados em Los Angeles, tornou-se um cult; o filme começou a vender DVDs às pencas e até foi contemplado com copiosos estudos acadêmicos. A Universidade de Indiana lançou um catatau de ensaios com mais de 500 páginas, examinando o filme à luz de Freud e até do grupo de arte conceitual Fluxus. Há mais de uma década, milhares de fãs comemoram o Lebowski Festival, a cada ano realizado em uma cidade americana. Na ocasião, ao longo de dias seguidos, celebra-se tudo o que envolve o personagem, o vagabundo riponga vivido com maestria por Jeff Bridges, incluindo aí, claro, seu drinque predileto, o White Russian.

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Nova carta de Laércio Zulu no Anexo São Bento conta histórias com coquetéis

Depois de um ano viajando pelo Brasil e pelo mundo, o bartender Laércio Zulu ancora no Anexo São Bento e mostra alquimias com ingredientes como jabuticaba, folha de laranjeira, mutamba – num diálogo com a coquetelaria clássica que rende muitos casos, aroma e sabor

Por Sergio Crusco / Fotos: Rodrigo Marrano/Divulgação

Zulu - retrato

Laércio Zulu brinca com as frutas no balcão do Anexo São Bento, em São Paulo

“Minha avó costumava tomar chá de folha de laranjeira. Dizia que era bom para acalmar. Acho que ela não precisava daquilo – minha avó sempre foi calminha –, mas eu adorava tomar o chá junto com ela, todas as tardes”.

Com esse caso pessoal, o bartender Laércio Zulu começa a apresentar a nova carta que preparou para o Anexo São Bento, em São Paulo. Dividida em cinco partes – ou cinco capítulos – é um “livrinho” que conta muitas histórias. As reminiscências da infância na Bahia, os fogos da adolescência, os muitos giros que fez pelo país em busca de ingredientes “simples, autênticos, mas pouco usuais e surpreendentes” e o olho na modernidade e nas últimas tendências da mixologia – fruto de suas viagens por algumas das cidades mais sambadas do planeta, onde mostra o jeito brasileiro de fazer coquetéis e divulga nosso orgulho etílico: a cachaça.

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O Picapau que encheu a cara de Bombeirinho

Clara era a única que caberia naquela roupa de Picapau. Sofreu como o diabo, ouviu cantada insana e terminou o dia incendiando as mágoas bebendo Bombeirinho (pinga com groselha). Olha só a sua história e experimente o Pompieri, a versão chique da bebida feita pelo Isola Bar

Por Cristina Ramalho

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Picapau vê estrelas, depois de três doses do inflamável Bombeirinho

– Mas por que eu?

– Meu bem, você é a única que cabe nessa roupa. E adora crianças.

Clara olhava desolada para a fantasia de Picapau sobre a cadeira. O inferno era a cabeça – um imenso cabeção de feltro, pesado, quente como o diabo, com penas vermelhas, medonho de feio. Os olhos eram também de feltro, grudados na cara. Para enxergar lá de dentro Clara tinha de olhar pelo bico. O restante do figurino não colaborava: um macacãozinho bem curto, azulão, com rabo de penas, meia calça e sapatilhas no mesmo tom.

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Um dringue com Alysson Müller, o Rei do Polvo de Florianópolis

Alysson Müller, chef e proprietário do restaurantes Rosso Restro e Artusi, em Florianópolis, colocou o polvo no mapa da culinária manezinha. Aqui ele fala sobre os vinhos laranjas, a melhor harmonia com o molusco, da sua paixão pelos vinhos portugueses e de outras bebidas que fazem sua alegria e a de seus clientes

Por Sergio Crusco

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Alysson Müller com o pé no mar de Floripa, de onde vem o polvo que lhe deu fama

Como começa sua história a sua história com o polvo?

Quando fui trabalhar no Bistrô d’Acampora, um lugar muito conceituado de Florianópolis, com o chef Roberto Bento, o Betinho, começou meu upgrade profissional. Eu vinha de um aprendizado familiar, meu pai tinha um restaurante em Biguaçu, cidade na região continental de Florianópolis. Com o Betinho aprendi as técnicas francesas de caldos, reduções, molhos. E também a lidar com o polvo. É uma carne de cocção lenta, não é muito simples trabalhar com ele.

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Um papo sobre cerveja com Garrett Oliver, o papa da harmonização

O mestre-cervejeiro americano Garrett Oliver é uma das principais referências mundiais em ousadia ao criar cervejas e harmonizá-las. Esteve no Brasil recentemente, como faz todos os anos, e falou sobre a história da cervejaria nos Estados Unidos, a descoberta dos novos sabores, a caipirinha que tanto ama e adiantou a tendência dos sabores azedos – entre outros assuntos

Por Sergio Crusco

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Garrett Oliver: simpatia e sabor durante a palestra na Academia Barbante de Cerveja

“Meu chapéu também lhes dá boas vindas”, anuncia Garrett Oliver ao tirar o chapéu de palha e deixá-lo sobre a mesa para começar sua palestra na Academia Barbante de Cerveja, em São Paulo. Um dos mestres-cervejeiros mais pop do mundo, autor de um livro que é bíblia sobre a relação entre cervejas e comidas, A Mesa do Mestre-Cervejeiro, Garrett parece ter saído de uma canção de Jorge Ben Jor – um Salve Simpatia lupulado. Conhecido como “o papa da harmonização”, é o tipo de professor e palestrante que envolve a plateia com charme, bom humor e muito conhecimento. Pode falar a tarde toda, não causará bocejos a ninguém. Com cervejinhas especiais para tabelar o papo – entre elas, algumas experiências de Garrett ainda não lançadas no mercado ou de brassagens sazonais que já saíram de linha –, melhor ainda. Aqui, um pouco de sua filosofia sobre beber, comer e viver.

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