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Edgar Allan Poe, Pedro Bó e uma prova de vinhos e brandies de Jerez

Em um de seus contos, Allan Poe narra uma cilada em que a promessa de um barril de Jerez Amontillado seduz a vítima. Sem fantasmagorias por perto, e a convite de um bom amigo, provar esses vinhos fortificados espanhóis, e o Brandy deles destilado, é puro prazer

Por Sergio Crusco

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Ilustração de Arthur Rackham para O Barril de Amontillado (1935)

Dia desses um amigo me chama, avisando que haverá uma degustação de vinhos espanhóis de Jerez, estou convidadíssimo. Animo-me, lembro imediatamente do conto de Edgar Allan Poe, O Barril de Amontillado, de 1846, e releio a história esquecida desde os tempos de adolescência. Desanimo-me à primeira linha, trata-se de uma bruta vingança, que começa com o convite para uma prova de vinho – o Amontillado, especificamente. O tétrico desfecho vem à mente antes que eu termine a leitura. Embora meu amigo seja boa gente e não imagino que tenha a intenção de me emparedar nas profundezas de uma catacumba, como o narrador Montresor faz com o fanfarrão Fortunato (pronto, contei), um chamado para provar Amontillado dá aquele frisson, um tã tã tã tã de Beethoven. Mesmo porque eu nunca havia posto um deles na boca.

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Uma tarde com os vinhos de Andrea Bocelli

Os produtos da Bocelli Family Wines não são puro golpe de marketing: a família do tenor popstar produz vinhos na Toscana desde 1730 e causou ótima impressão numa degustação realizada em São Paulo

Por Sergio Crusco

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Andrea Bocelli na propriedade da família, em Lajatico, Toscana

Quando você vê um vinho com um nome famoso no rótulo, logo desconfia: “Opa, esse aí arranjou mais um jeito de defender um troco”. Brad Pitt, Angelina Jolie, Madonna, Drew Barrymore e Jay Z são algumas das celebridades que emprestam seus nomes a bebidas. No mundo do lúpulo, é comum ver bandas de rock complementando o orçamento com suas próprias cervejas, caso do Queen, sobre o qual já falamos aqui no Dringue.

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Os drinques tropicais do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, Belém

A quinze minutos de barco da capital do Pará, a Ilha do Combu é um paraíso onde Dorothy Lamour faria bela figura, dançando um carimbó ou inebriando-se com caipirinhas de frutas nativas

Por Sergio Crusco

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Visual do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, à beira do Rio Guamá, 15 minutos de Belém

É assim mesmo, Saldosa com “l”. Quiseram fazer homenagem a Adoniran Barbosa, paulistaníssimo, no meio da paisagem luxuriante do norte. O moço que pintou a placa errou a grafia, nunca arrumaram, ficou por isso mesmo e virou marca registrada. O restaurante Saldosa Maloca é ponto turistésimo de quem está em Belém, fica na Ilha do Combu, a 15 minutinhos de barco, a partir do porto Princesa Isabel.

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