Beba cerveja e ajude a onça-pintada, a ariranha, a tartaruga-de-pente e o mico-leão-dourado

Parte da renda da venda das cervejas da Companhia de Brassagem Brasil é revertida para organizações que estudam e preservam animais ameaçados de extinção. Ótimo motivo para pedir uma rodada, que pode ir da leve Session IPA à encorpada Stout

Por Sergio Crusco

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Este é o Felino, uma das onças-pintadas monitoradas pelo Projeto Onçafari no Brasil. Agora você bebe uma Session IPA da CBB e ajuda a manter vivo o bichano, sua turma e seus descendentes

A expressão “a hora da onça beber água” nunca teve um significado tão gostoso. O termo, que antes poderia referir-se a uma vingança sangrenta, agora merece ser usado quando você for molhar o bico com uma cerveja gelada e bem feita, por uma empresa de jovens que já começaram botando pra quebrar.

Cada rótulo da Companhia de Brassagem Brasil (abreviada para CBB), nova cigana paulista, traz um animal brasileiro ameaçado de extinção. Os primeiros bichanos homenageados foram a onça-pintada, a tartaruga-de-pente, a ariranha e o mítico mico-leão-dourado. A brasilidade explícita no nome e no visual dos produtos não é só da boca para fora. Uma porcentagem das vendas das garrafas (todas de 500 ml) vai para instituições que trabalham com o estudo e com a preservação de cada espécie.

“Quando decidimos montar nossa cervejaria, queríamos que ela tivesse uma cara bem brasileira, mas fugindo dos estereótipos da mulher bonitona, do futebol, da praia”, diz Beatriz Oliveira, sommelier de cervejas, diretora de marketing e sócia da CBB. A ideia que colou e animou os sócios foi usar as imagens dos animais e, assim, dar um sentido verdadeiro ao portfólio da marca, vencedora da categoria Responsabilidade Social no 2º Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja. Com menos de um ano no mercado, tá chique!

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Ariranha Stout e sua turma

“Potencializamos a riqueza da nossa biodiversidade, ajudamos os institutos, os animais, e acho que também atraímos um público novo, que acaba provando um estilo diferente de cerveja para apoiar a causa”, diz ela, que está na empreitada ao lado de Alessandro Pisa (planejamento), Danielle Mingatos (tecnologia cervejeira), Flavio Garcia (operações) e Luiz Pisa (cervejeiro).

Que bicho deu?

Beatriz diz que, de maneira geral, a trupe da CBB quis criar cervejas fáceis de beber, sem grandes extremos, justamente buscando aproximação com um público mais amplo. A Onça-Pintada Session IPA cumpre bem essa função, com teor alcoólico calminho de 4%, amargor moderado e protagonismo do lúpulo cítrico e aromático Sorachi Ale. “Tem notas marcantes de frutas amarelas, como abacaxi, maracujá e manga”, diz a sommelier. Pela descrição imaginamos essa session onça bem tranquilona, à beira da piscina, sem muita vontade de avançar. Ela é parceira do Projeto Onçafari.

A Tartaruga-de-Pente Belgian Blond Ale, vem com mais potência alcoólica, 6,5%, porém menos amargor, característica do estilo. “Tem notas carameladas evidentes e um toque cítrico, já que conta com a adição de sementes de coentro”. Quem bebe colabora com o Projeto Tamar.

Para o macaco mais famoso do Brasil, a cor da cerveja não poderia ser outra: vermelhusca. A Mico-Leão-Dourado Irish Red Ale tem 4,4% de álcool, o sabor dos maltes caramelados bem equilibrado com o amargor. Beatriz destaca também as notas de grãos e biscoito. A Associação Mico-Leão-Dourado agradece.

Por fim, quando chega a sobremesa, é hora da cerveja com notas de café e chocolate. A Ariranha Tropical Stout, com 5,8%de álcool, cumpre esse papel, mas com um diferencial: é maturada com chips de amburana, madeira presente no aroma e no retrogosto. “Queríamos uma Stout que não fosse muito agressiva e pudesse ser consumida do café da manhã ao jantar”. Essa é a pedida boa para apoiar o Instituto Pró-Carnívoros.

Beatriz conta que, em cerca de duas semanas, vêm aí mais dois bichos. Pedimos, fizemos charme, prometemos não espalhar, mas ela fez boca de siri e não quis dizer quais são ou que estilos a CBB está prestes a lançar. Liguem-se, pois, nas notícias da selva cervejeira pelo site ou pela página da CBB no Facebook.

As cervejas estão na faixa dos R$ 26,90 e podem ser compradas online no The Public House e ao vivo nos bons bares e empórios do ramo.

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A fauna maltada e lupulada da Companhia de Brassagem Brasil

Daúde vem com sede

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Créditos das imagens: Reprodução site Onçafari (Onça-Pintada), Divulgação/CBB (demais imagens)

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