Cerveja Paulistânia fica mais chique com o lançamento de sua linha craft

Os três rótulos com ar artesanal da casa são uma Strong Red Lager, uma Tripel e uma Session IPA – cada uma com  um toque diferente de madeira ou tempero

Por Sergio Crusco

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Pátio do Colégio, Caminho das Índias e Ipiranga: os três primeiros rótulos da linha craft da Paulistânia

Outro dia estávamos na Rota do Acarajé, boteco paulistano dos bons, com uma senhora carta de cachaças e outra bem respeitosa de cervejas brasileiras. A ideia era pedir uns acarajés, tomar uma gelada e não gastar muita grana. Um queria a cerveja mequetrefe X, outra queria a baratinha Y. Delicadamente, fiz com que os dois concordassem que, entre X e Y, a melhor opção era pedir uma Paulistânia Lager, um pouquinho mais cara, vá lá, mas boa, puro malte e honesta. Todos ficaram felizes com a pedida campeã do custo-benefício de quem anda com sede.

A marca própria da importadora Bier & Wein, no entanto, ganha ares mais chiques com a linha Paulistânia Craft, apresentada recentemente no brewpub da empresa em São Paulo. São três rótulos que reverenciam a história de São Paulo e do Brasil, cada um com um borogodó especial no tempero ou na maturação, em receitas boladas pelo mestre-cervejeiro Wilson Jr.

Começando a rodada, a Ipiranga é a antiga Paulistânia Vermelha que volta repaginada, depois de um tempo fora de circulação. Esta Strong Wood Red Lager agora é maturada com chips de amburana e o caráter amadeirado é bem perceptível no paladar. Tem uma acidez vibrante e boa carbonatação, equilibradas com a doçura dos maltes caramelados, pouco amargor (19 IBU) e um teor alcoólico assanhado, de 7,2%. É bem versátil em harmonizações, fazendo par com carnes pecaminosamente gordurosas (pense numa bisteca suína ao molho barbecue), queijos azuis (provei com gorgonzola e deu bem certo) e sobremesas.

Crescendo em amargor (30 IBU), mas ainda não chegando ao ponto de satisfazer os hopmaníacos mais radicais, a Pátio do Colégio é uma Tripel bem fiel às originais belgas, só que com adição de cardamomo, que acentua a pegada cítrica da receita, em contraponto com o dulçor do malte e um amargor sutil. É encorpada e alcoólica (8%), podendo fazer bom par com carnes opulentas e aves, especialmente em receitas aromatizadas com ervas – um galeto ao alecrim, talvez, com a pele tostadinha e crocante que desafia quem controla o colesterol e diz: “Tudo bem, só hoje”.

A Caminho das Índias, por fim, é uma Session IPA de amargor acentuado (42 IBU), um toque cítrico e algo picante proveniente do açafrão-da-índia (ou cúrcuma) adicionado à receita. Tem corpo leve e o baixo teor de 4,2% convida à próxima taça. Com petiscos bem salgadinhos ou churrasco, melhor ainda.

Elas já estão amplamente distribuídas nas boas casas do ramo, mas é bom fazer uma pesquisa atenta antes, pois os preços das garrafas de 600 ml variam da faixa dos R$ 13 aos quase R$ 20. Beber bem pagando menos é tudo o que queremos. Outra forma de prová-las, no formato chope, é dando um pulo no brewpub da Paulistânia às sextas-feiras ou sempre que houver um evento especial por aquelas bandas, no bairro de Jurubatuba, bem distante do centro da cidade. Ligue-se na programação do pedaço pela página da Paulistânia no Facebook.

Crédito da imagem: Divulgação

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