Novas caipirinhas do bar Pirajá: tem de seriguela, cambuci e jabuticaba

Em parceria com o Sítio do Bello, o boteco paulistano cria novas receitas com frutas sazonais. Comemorando 20 anos, o bar também lança um novo blend de cachaças criado por especialistas na marvada

Por Sergio Crusco / Fotos das Caipirinhas: Lucas Terribili/Divulgação

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Seri-guela Abaixo: harmonia do limão com a fruta que dá no verão

A seriguela já salvou minha vida, impedindo que eu cometesse uma loucura mais grave, uma desfaçatez.

Peguei um trampo de Carnaval para uma revista de celebridades. Tava duro que só e não podia recusar. Imagine algo como ficar cerca de 10 horas por dia, durante 6 dias, num camarote do circuito Barra-Ondina, em Salvador, ouvindo “capoeira dim dim dim dim dim dim” numa base de 5,6 vezes a cada 40 minutos. Foi o que aconteceu.

– Bebe – aconselhou-me uma colega calejada naquele sacolejo, logo na primeira noite de jornada, ao flagrar meu primeiro bocejo.

– Mas se eu começar a beber agora, como é que eu aguento chegar até o fim?

– Você não tá entendendo. Só bebendo pra aguentar isso aqui.

Aí peguei e bebi. E descobri uma das coisas mais gostosas da vida, a Caipirinha de Seriguela. Opa, peraí, Capirosca, de vodca! Ou simplesmente Roska, como dizem os baianos, porque lá nesses camarotes metidos a top, patrocinados por marcas disruptivas, não existe cachaça. (Lembram do post anterior? Muda o ingrediente, muda o nome do coquetel.)

O bartender responsável pelas Roskas de Seriguela do camarote foi meu amigo mais fiel durante o sambalanço todo. Com ele estabeleci uma relação tão linda que nem eram necessárias mais palavras. Era só sorrir, ele abria outro sorriso largo e preparava a próxima. Voltei a São Paulo e incluí a seriguela na dieta, só que dessa vez molhada na cachaça.

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Jabuti, de jabuticaba

Problema que seriguela é fruta difícil de achar, precisa ir em algum lugar gurmezão, tipo Mercado Municipal ou Santa Luzia (e pagar uma boa graninha por ela). E só no verão, que é a época boa da frutinha doce-azeda.

Vem que tem

Agora no Pirajá tem! Mas corre que acaba. A seriguela e outras frutas mais caprichosas, que não dão o ano todo, estão em novas receitas de caipirinhas lançadas desde o começo do ano. São fruto, literalmente, do Sítio do Bello, que cultiva espécies nativas e firmou parceria com o bar, famoso por suas receitas exuberantes e cheias de polpa, servidas em copo longo.

Seri-guela Abaixo (com limão e seriguela), Jabuti (jabuticaba, limão-siciliano e capim-santo) e Serra do Mar (cambuci, limão-cravo e manjericão) são as pedidas do momento. Todas custam R$ 24 e ficarão no cardápio enquanto durarem as temporadas. A ideia é fazer diferentes combinações com as melhores frutas colhidas no Bello a cada estação. Portanto, aguarde novos sabores. Enquanto isso, você também pode provar o Ginló Tônica (R$ 28), drinque que vem causando furor e reações distintas, com gim, água tônica, jiló desidratado e capim santo.

NOVO BLEND DE CACHAÇA NAS BOCAS

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Momento de alquimia de cachaças na noite de elaboração do novo blend do Pirajá

Cachaça é coisa séria para a Cia. Tradicional de Comércio, grupo que reúne o Pirajá, o Astor, a Bráz Pizzaria, a Lanchonete da Cidade e outras casas de renome. Há algum tempo o Pirajá investe em rótulos próprios, produzidos pela Cachaça Coqueiro, de Paraty, terra famosa pela destilação de cana. Falamos dessas cachaças batutas lá nos primórdios do blog.

A Santo Grau Pirajá e a Santo Grau Pirajá Velha Guarda agora ganham companhia, um blend criado no bar durante uma espécie de concurso com ares de reality show, guiado pela sommelier Isadora Fornari. Vários especialistas na marvada uniram-se em times para criar cinco blends diferentes, que foram provados por todos e pelos convidados.

O blend campeão – mistura da Santo Grau branca, de uma cachaça com leve passagem por carvalho e de outra com estágio mais demorado no barril – agora será engarrafado, usado em coquetéis ou servido puro para o povo de bom bico. A mistura escolhida foi feita pelo time do produtor da Santo Grau, Eduardo Mello. Claro.

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As três novas Caipirinhas todas juntas

Vai lá: Uia, tem tanto Pirajá na cidade! Eu costumo ir no original, o da Faria Lima. Mas confira os endereços e os horários de funcionamento no site do boteco.

 

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