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O bartender Marcelo Serrano volta à cena a bordo do Veríssimo Bar

Depois de um tempinho afastado do balcão, o mestre de alquimias sutis cuida das cartas de bebidas do grupo Cia. De Gastronomia e Cultura, comandado pelo chef Marcos Livi. No Veríssimo, você pode conferir a primeira carta completa

Por Sergio Crusco / Fotos: Luna Garcia/Divulgação

Drink Verissimo _ Luna Garcia Catalão

Catalão: jeitão de Sangria com vinho tinto, Aperol, gengibre, tônica e xarope

Os fãs dos bons coquetéis ficaram acabrunhados quando o bartender Marcelo Serrano anunciou sua saída do Brasserie des Arts, há alguns meses. Era uma senhora baixa no “time A” de mixologistas da cidade, pelo menos para quem gosta de fincar os cotovelos no balcão e apreciar o balé das coqueteleiras. Após a partida, o plano imediato de Serrano foi tornar-se embaixador dos xaropes franceses Monin (cargo que ainda ocupa), mas não demorou muito para que ele fosse fisgado de volta para dentro do bar. Continuar lendo

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Sunomono, a cerveja com pepino que desce macio e refresca

Uma Witbier com adição de pepino é a nova receita sazonal da Cervejaria Nacional, elaborada pelo mestre-cervejeiro Patrick Bannwart e pelo mestre em estilos Luis Celso Jr. Corre porque acaba rapidinho…

Por Sergio Crusco

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Um brinde no lançamento da Sunomono, Witbier com pepino da Cervejaria Nacional

No meio das crises que avacalham nossa paz, há inúmeros motivos para que você não queira mais pepino. Nem do grosso, nem do fino. Mas pepino na cerveja, que tal? A moda das Cucumber Beers pegou forte ao longo do ano passado nos Estados Unidos, terra da inventividade cervejeira. Apareceram Saisons, Kölschs, Beliner Weisses, sours e outros estilos refrescantes combinados com o vegetal. Porque, vamos combinar, uma Cucumber Stout deve ser algo meio difícil de dar certo. Continuar lendo

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Poke Haüs acende a chama da coquetelaria tiki em pleno inverno

O bartender Laércio Zulu é autor da carta de drinques tiki que acompanha as porções de poke havaiano, nova moda na cidade

Por Sergio Crusco

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Navy Grog, clássico tiki revisitado por Laércio Zulu na Poke Haüs, em São Paulo

Tá certo que acabamos de entrar no inverno e que a estação pede comida quente, reconfortante, e drinques encorpados e alcoólicos. Mas na Poke Haüs, nova opção descontraída no Itaim, o verão parece teimar em ser eterno. No menu, as principais opções são algumas combinações de poke, o prato havaiano à base de peixes marinados e arroz, nova modinha na cidade.

Como leveza harmoniza com leveza, os coquetéis tiki têm tudo para vencer a parada, mesmo sob as baixas temperaturas. Quem montou a carta, bem sucinta, foi o bartender Laércio Zulu, mestre nas alquimias tropicais. São seis opções de drinques, três de autoria própria e três recriações de clássicos tiki de Don The Beachcomber (essa história toda você lê no Dringue clicando aqui). Continuar lendo

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Felipe Rara faz drinques que mexem com os sentidos no Brasserie des Arts

O mixologista lança a carta de drinques Equilátero, que prevê duas novas etapas mais adiante. Especiarias, ingredientes raros e contrastes de sabor são algumas surpresas dessa viagem cheia de inspirações geográficas, históricas e aromáticas

Por Sergio Crusco

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Carême Mise en Place, com Mandarinetto com frutas silvestres, amaro e soda lima limão. Uma das invenções de Felipe Rara na nova carta do Brasserie des Arts

Felipe Rara vem firmando seu nome (ou melhor, já firmou) entre os bambas da mixologia paulistana de um jeito tranquilo. Fala mansa e gestos comedidos fazem parte do seu estilo, mesmo quando o lugar é o agitado Brasserie des Arts, no bairro paulistano dos Jardins, onde predominam a música alta e o clima dolce vita, eterna festa.  Continuar lendo

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Cervejaria Nacional relança a Gruit Beer Magrela: saiba mais sobre essa cerveja sem lúpulo

Quando não havia lúpulo, o jeito era temperar e aromatizar a cerveja com ervas, flores e especiarias. Esse estilo antigão de brassar, que origina as Gruit Beers, é revivido no brew pub paulistano e em outras cervejarias mundo afora

Por Sergio Crusco

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Magrela, Gruit Beer da cervejaria Nacional elaborada pelo sommelier Patrick Bannwart com vinte ingredientes herbais

– Não é cerveja – me garantiu um sommelier e mestre-cervejeiro, durante uma aula sobre estilos.

– Mas não posso mesmo chamar de cerveja? ­– retorqui.

– Não. Cerveja, necessariamente, tem lúpulo na composição.

Fiquei bem quieto, mas continuei chamando Gruit de cerveja. Mesmo sabendo que o que caracteriza uma Gruit, necessariamente, é a ausência de lúpulo.

Imagine você, numa aldeia perdida lá pelas bandas da Europa Central, querendo fazer sua cervejinha caseira nos idos do século 9. Cadê o lúpulo? Não tem. O que eu faço? Colho as ervas, flores e especiarias que brotam ou são vendidas no pedaço para temperar a receita. Isso é o gruit, palavra que, ao que tudo indica, vem do holandês antigo: a combinação de plantas usada para aromatizar e dar sabor à cerveja, receita que variava muito de região para região, pois cada uma tinha sua flora específica. Continuar lendo

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Drinques com vinho fazem sucesso no Ovo e Uva e em outros bares e restaurantes de São Paulo

Além da manjada Sangria, do clássico Champagne Cocktail e do popular Aperol Spritz, fazer coquetéis com vinho é um mundo de possibilidades e harmonia. O Ovo e Uva é um dos endereços da cidade em que se pode molhar o bico com invenções tradicionais ou modernas. Tem outros…

Por Sergio Crusco

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Rodada de Aperol Spritz pronta para sair na degustação comandada pelo sommelier João Renato, do Ovo e Uva

Gim? Rum? Cachaça? Qual o ingrediente da moda nos coquetéis? Todos eles e mais alguns, vamos combinar. Mas uma tendência que tem pegado por aí é a dos drinques com vinho. Até aí, nenhuma novidade. Eles existem desde que alguém se dispôs a misturar bebidas para ver no que dava. E deu. Quem nunca se inebriou com o clássico Champagne Cocktail, com a singela Mimosa ao cair da tarde, com os italianíssimos Bellini e Aperol Spritz, com a farta e colorida jarra de Sangria ou Clericot? Continuar lendo

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Guilhotina Bar une descontração e drinques surpreendentes em Pinheiros

O novo empreendimento do mixologista Márcio Silva já nasceu famoso, com coquetéis autorais, pouca pompa e muito espaço para o povo interagir

Por Sergio Crusco

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Ambiente do Guilhotina bar: chique sem perecoteco, com cara de boteco de bairro

Mal abriu, no final do ano passado, o Guilhotina Bar virou um daqueles sucessos instantâneos, do tipo “está por fora quem ainda não foi”. Fica num imóvel simples da Rua Costa Carvalho, Baixo Pinheiros, entre Faria Lima e Marginal, pedaço que já conta com um punhado de opções bebíveis e comíveis bem recomendáveis: o Empório Alto de Pinheiros (a Aparecida do Norte dos cervejeiros), o Horta Café e Bistrô, a pâtisserie de Nina Veloso, o Delirium Café (outro point das grandes cervejas), o restaurante Nou, o Piú, o Oui, o Ruella, a Confeitaria Dama e outras perdições. No mapa estendido da região, o Guilhotina entra na categoria “bares abertos pelos próprios bartenders”, como o simpático e bom de preço boteco Paramount (de Netinho, ex-Astor), o aconchegante e caseiro Guarita (de Jean Ponce) e o elétrico Biri Nait (de Talita Simões).

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