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Drinques com vinho fazem sucesso no Ovo e Uva e em outros bares e restaurantes de São Paulo

Além da manjada Sangria, do clássico Champagne Cocktail e do popular Aperol Spritz, fazer coquetéis com vinho é um mundo de possibilidades e harmonia. O Ovo e Uva é um dos endereços da cidade em que se pode molhar o bico com invenções tradicionais ou modernas. Tem outros…

Por Sergio Crusco

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Rodada de Aperol Spritz pronta para sair na degustação comandada pelo sommelier João Renato, do Ovo e Uva

Gim? Rum? Cachaça? Qual o ingrediente da moda nos coquetéis? Todos eles e mais alguns, vamos combinar. Mas uma tendência que tem pegado por aí é a dos drinques com vinho. Até aí, nenhuma novidade. Eles existem desde que alguém se dispôs a misturar bebidas para ver no que dava. E deu. Quem nunca se inebriou com o clássico Champagne Cocktail, com a singela Mimosa ao cair da tarde, com os italianíssimos Bellini e Aperol Spritz, com a farta e colorida jarra de Sangria ou Clericot? Continuar lendo

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O Clericot de Iemanjá: leve, cítrico, refrescante e perfumado

O mixologista Rodolfo Bob criou um Clericot especial para a Mãe do Mar, com frutas e flores brancas, perfume de sabugueiro, mel e aroma de alfazema – tudo como manda a tradição. O drinque perfeito para aquela tarde de verão que a gente nunca quer que acabe

Por Sergio Crusco / Fotos: Marcos Muzi

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Espumante brut, aromas, frutas e flores claras são a essência do Clericot de Iemanjá

A fagulha da inspiração cintila dos jeitos menos esperados, até de uma conversa digna de esquete da Praça da Alegria. Estávamos Rodolfo Bob e eu batendo papo num bar, música tuntz-tuntz vibrando no ar, à espera de saborear os drinques de uma nova carta na cidade. Foi quando eu disse:

– O bartender vai fazer um Clericot de Limoncello, estou doido pra provar.

– Clericot de Iemanjá? – ele perguntou.

– Não. Li-mon-ce-llo!

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Jean Ponce, Spencer Jr. e Alê D’Agostino ensinam a fazer o Rabo de Galo perfeito – ou melhor, três

O Projeto Rabo de Galo foi lançado essa semana, para promover o drinque-símbolo dos balcões de fórmica e tentar uma vaga na lista da International Bartenders Association. 30 bares e restaurantes participam do movimento até 1º de outubro, cada um com seu toque pessoal

Por Sergio Crusco

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Spencer Jr., Alê D’Agostino e Jean Ponce na barra do Guarita em noite de Rabo de Galo

Já provou um Rabo de Galo em que o kick da cachaça esteja balanceado dentro de uma harmonia perfeita de ingredientes? Essa é a promessa – cumprida – do bartender Spencer Jr. ao criar sua versão do coquetel mais popular do Brasil, no lançamento do Projeto Rabo de Galo, que rolou no Guarita Bar no começo da semana. Esse kick, o “chute” aromático da cachaça, continua lá, porém com suas notas de acidez bem tabeladas com a doçura de dois tipos de vermute, o leve amargor das gotas de Angostura e o aroma cítrico da rodela de limão siciliano desidratada. Já gostei da explicação porque lembrou Cole Porter na hora e nada como beber um bom dringue cantarolando I Get a Kick Out of You.

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Bebendo gim e vinho do porto com Billie Holiday e Lester Young

Top and Bottom – metade gim, metade vinho do porto – era o drinque que Billie Holiday gostava de tomar com o saxofonista, amigo e parceiro musical Lester Young. Só que sua bebida preferida, no duro, era o velho e bom uísque. Para o champanhe, Lady Day dizia “não”

Por Sergio Crusco

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Clássica imagem de Billie Holiday durante uma gravação nos anos 1950

Billie Holiday não gostava de champanhe. “Detesto”, frisa um par de vezes em sua autobiografia, Lady Sings The Blues. Era uma lady, no entanto, e não rechaçava uma taça quando um cavalheiro de verdade a oferecia. Foi assim em Montreal, quando ela experimentou o vinho borbulhante pela primeira vez, encorajada por um rapaz canadense que a advertia sobre os malefícios do uísque – ele lhe estragaria a voz. Billie aceitava a cortesia, mas corria para a cozinha para dar uns goles no destilado de malte. Esse sim, sua paixão.

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Bebendo White Russian com Jeff Bridges

O White Russian, coquetel com vodca, licor de café e creme de leite, ficou famoso por causa do filme O Grande Lebowski, em que Jeff Bridges o beberica sem parar. Mas a receita que aparece na tela não tem nada a ver com o preparo clássico – aqui você aprende a fazer do jeito certo

Por Walterson Sardenberg Sº

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Jeff Bridges com o White Russian zoado: na verdade, o drinque tem duas camadas de cor

Tinha tudo para dar errado. Quando O Grande Lebowski (The Big Lebowski) foi lançado, em 1998, quase ninguém se importou. Embora dirigido por dois cineastas em ascensão – os irmãos Coen –, o filme causou repulsa nos críticos e permaneceu só seis semanas em cartaz nos Estados Unidos. Fracasso? Com o passar dos anos, o protagonista Lebowski, um outsider que gasta os dias jogando boliche com outros desocupados em Los Angeles, tornou-se um cult; o filme começou a vender DVDs às pencas e até foi contemplado com copiosos estudos acadêmicos. A Universidade de Indiana lançou um catatau de ensaios com mais de 500 páginas, examinando o filme à luz de Freud e até do grupo de arte conceitual Fluxus. Há mais de uma década, milhares de fãs comemoram o Lebowski Festival, a cada ano realizado em uma cidade americana. Na ocasião, ao longo de dias seguidos, celebra-se tudo o que envolve o personagem, o vagabundo riponga vivido com maestria por Jeff Bridges, incluindo aí, claro, seu drinque predileto, o White Russian.

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A falsa Marilyn Monroe e o verdadeiro Manhattan

Era para ser um aniversário com clima de filme. Não saiu como nos planos, mas nossa Marilyn Monroe foi tomar um Manhattan para celebrar que a graça da vida tá na surpresa. E nós trazemos a receita do drinque novaiorquino e músicas ótimas

Por Cristina Ramalho

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Em Quanto Mais Quente Melhor (1959), Marilyn Monroe improvisa um Manhattan durante a viagem de trem, com a bolsa de água quente como coqueteleira

O trabalho parecia moleza: botar uma peruca loira, fazer a pinta perto da boca, se apertar no vestido justo. Fani só precisava caprichar na vozinha rouca, tímida-sexy, levar o bolo até a casa do aniversariante, tocar a campainha e, quando ele abrisse a porta, a cereja do presente seria ela cantar, como a verdadeira Marilyn Monroe para John Kennedy, um sussurrante Happy birthday to you. Cachê: duzentos reais.

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Negroni, o drinque com alma de diva

É o coquetel das moças intrépidas, que são donas da situação e estão de olho nas boas coisas da vida. É também sinônimo de pecado, perigo e libido à flor da pele – o Negroni foi usado por Tennessee Williams como metáfora do desejo em um de seus romances

Por Cristina Ramalho

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Vivien Leigh em foto promocional para o filme Em Roma na Primavera (1961), em que o Negroni é personagem fundamental, com base no romance de Tennessee Williams

Outro dia mesmo as redes sociais ferveram com a notícia sobre Caco, o sapo, separado da Miss Piggy, que arrumou uma namorada mais jovem, mais magra e, basta uma olhada rápida na foto da moça, um chuchu. Não no sentido vintage da palavra, quando o legume, acreditem, jovens, era sinônimo de gata, de mulher bonita. A nova senhorita Caco está mais para um chuchu literal: aguada, sem appeal, de um verdinho pálido. Parece que Piggy, a sedutora salerosa, gargalhou quando lhe contaram a nova. “Moi, desoleé? Hahaha!”, sapecou, enquanto bebericava uns Negronis no Gilroy, o bar da moda em Nova York.

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