2

O Picapau que encheu a cara de Bombeirinho

Clara era a única que caberia naquela roupa de Picapau. Sofreu como o diabo, ouviu cantada insana e terminou o dia incendiando as mágoas bebendo Bombeirinho (pinga com groselha). Olha só a sua história e experimente o Pompieri, a versão chique da bebida feita pelo Isola Bar

Por Cristina Ramalho

WOODY WOODPECKER stars

Picapau vê estrelas, depois de três doses do inflamável Bombeirinho

– Mas por que eu?

– Meu bem, você é a única que cabe nessa roupa. E adora crianças.

Clara olhava desolada para a fantasia de Picapau sobre a cadeira. O inferno era a cabeça – um imenso cabeção de feltro, pesado, quente como o diabo, com penas vermelhas, medonho de feio. Os olhos eram também de feltro, grudados na cara. Para enxergar lá de dentro Clara tinha de olhar pelo bico. O restante do figurino não colaborava: um macacãozinho bem curto, azulão, com rabo de penas, meia calça e sapatilhas no mesmo tom.

Continuar lendo

2

Mulher, Futebol, Boteco e Rabo de Galo

Boteco/ homem/ futebol combinam com rabo de galo, a bebida tradicional dos balcões de fórmica, que hoje tá virando chique. Aqui ela acompanha a narrativa de jogo com final romântico

Por Cristina Ramalho

cartum_futebol_ziraldo

Futebol e amor no traço de Ziraldo

O sujeito sentado no banco alto arregaça as mangas da camisa, puxa um pouquinho as calças para cima, dá uma geral no bar. Batuca de leve a mão no balcão de fórmica vermelha.

– Ô campeão, vê aí dois rabos de galo! Ao lado dele, no balcão, o amigo sorridente, bonachão, uma cara de gordinho da escola, é o ouvinte. O primeiro se apruma no banco, copo na mão, dá um trago na bebida – ahhh – arranha a garganta e começa.

Continuar lendo