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Os drinques tropicais do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, Belém

A quinze minutos de barco da capital do Pará, a Ilha do Combu é um paraíso onde Dorothy Lamour faria bela figura, dançando um carimbó ou inebriando-se com caipirinhas de frutas nativas

Por Sergio Crusco

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Visual do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, à beira do Rio Guamá, 15 minutos de Belém

É assim mesmo, Saldosa com “l”. Quiseram fazer homenagem a Adoniran Barbosa, paulistaníssimo, no meio da paisagem luxuriante do norte. O moço que pintou a placa errou a grafia, nunca arrumaram, ficou por isso mesmo e virou marca registrada. O restaurante Saldosa Maloca é ponto turistésimo de quem está em Belém, fica na Ilha do Combu, a 15 minutinhos de barco, a partir do porto Princesa Isabel.

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Um dringue com Tatiana Spogis

Ela é sommelier de cervejas, gerente de marketing da importadora Bier & Wein, mestra na Academia Barbante de Cerveja, terceira colocada no III Campeonato Mundial de Sommeliers realizado em Munique, em 2013. Trabalhou no lançamento das cervejas de trigo alemãs no Brasil, em 2001, quando começou a onda dos rótulos especiais no Brasil, e tem muita história para contar. Conversamos um pouco sobre trabalho e muito sobre sensações. Ou melhor, estar com os sentidos afiados é a principal ferramenta de trabalho de Tatiana 

Por Sergio Crusco

Tatiana Spogis

Como começa sua história com cerveja?

Ihhh… Senta que lá vem história! Sempre amei cerveja. Das bebidas alcoólicas, sempre foi minha predileta.

Desde que época?

A parte oficial? Desde os 18 anos. Ha ha ha! Meu pai é uruguaio, de pequeno a gente tomava o suco de uva do uruguaio, que é o vinho com bastante água e açúcar para crianças. Quando comecei a trabalhar oficialmente com cerveja, a primeira reação da minha mãe foi de susto: “Ai, meu Deus, agora ela vira alcoólatra!”

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Um papo sobre cerveja com Garrett Oliver, o papa da harmonização

O mestre-cervejeiro americano Garrett Oliver é uma das principais referências mundiais em ousadia ao criar cervejas e harmonizá-las. Esteve no Brasil recentemente, como faz todos os anos, e falou sobre a história da cervejaria nos Estados Unidos, a descoberta dos novos sabores, a caipirinha que tanto ama e adiantou a tendência dos sabores azedos – entre outros assuntos

Por Sergio Crusco

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Garrett Oliver: simpatia e sabor durante a palestra na Academia Barbante de Cerveja

“Meu chapéu também lhes dá boas vindas”, anuncia Garrett Oliver ao tirar o chapéu de palha e deixá-lo sobre a mesa para começar sua palestra na Academia Barbante de Cerveja, em São Paulo. Um dos mestres-cervejeiros mais pop do mundo, autor de um livro que é bíblia sobre a relação entre cervejas e comidas, A Mesa do Mestre-Cervejeiro, Garrett parece ter saído de uma canção de Jorge Ben Jor – um Salve Simpatia lupulado. Conhecido como “o papa da harmonização”, é o tipo de professor e palestrante que envolve a plateia com charme, bom humor e muito conhecimento. Pode falar a tarde toda, não causará bocejos a ninguém. Com cervejinhas especiais para tabelar o papo – entre elas, algumas experiências de Garrett ainda não lançadas no mercado ou de brassagens sazonais que já saíram de linha –, melhor ainda. Aqui, um pouco de sua filosofia sobre beber, comer e viver.

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Um dringue com Christianne Neves

A pianista, compositora e arranjadora Christianne Neves está num caso de amor com os vinhos da Itália, que visita com frequência e onde acaba de gravar um novo álbum, revivendo clássicos pop. Por outros países onde passa, não deixa de espalhar música e provar o que há de melhor

Por Sergio Crusco

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O que vinho tem a ver com música?

Vinho e música lembram celebração, não vejo essas coisas separadas. É o contexto de estar junto, do encontro, de preparar uma comida – massa, de preferência. Tocar ao vivo ou entre os músicos é assim, a mesma harmonia. Na Itália isso é muito forte.

Você, que tem andado pela Itália, o que provou de bom por lá?

Estou surpresa com a uva Nero d’Avola, típica da Sicília. É um vinho bem encorpado, tem sabor de terra. A Sicília é uma região muito árida e o vinho capta esse cenário. Acho que os entendedores do assunto não preferem essa uva, mas é o tipo de vinho que eu gosto. Ele lembra um pouco o Malbec argentino.

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Você é pinguço?

A cachaça aparece em drinques cada vez mais chiques, que em nada lembram a não menos gostosa caipirinha. Aprenda a prepará-los com o bartender Kascão Oliveira e entenda um pouco sobre o preconceito histórico sofrido pela nossa boa e velha pinga – o que leva até hoje qualquer bebedor mais atirado a ser chamado de pinguço

Por Sergio Crusco

Cachaca Wiba Barman - Kascao Oliveira Wiba Wasabi

É de cachaça com wasabi, tá? E não digam que não é chique

O filho de uma amiga, em certa fase da infância, veio com a ideia engraçada de perguntar aos adultos, fazendo cara marota: “Você é pinguço?”

A mãe, vermelha como Bloody Mary (bebida que ama), explicava: “Filhinho, somos pessoas refinadas, bebemos bebidas de qualidade. Pinguço é quem bebe cachaça na esquina”.

À parte as conclusões sociológicas que se possa tirar da conversa, sempre me divertia com a pergunta e respondia: “Eu? Sou bem pinguço”. Ele morria de rir.

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Gostoso é gostoso mesmo

As caipirinhas da creperia Madame Chita, em São Miguel do Gostoso, Rio Grande do Norte, são tão coloridas e irresistíveis como a sua proprietária, Rosana Carneiro

Por Cristina Ramalho / Fotos: Ana Ottoni

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– Eu ficava sozinha aqui, isso aqui era uma porrrtinha – ela conta, já rindo antes de terminar a história, o erre carregado lá de Ribeirão Preto, a voz rouca, extensão natural do eterno cigarrinho nas mãos.

Toma mais um gole da cerveja.

– Amiga, isso aqui era um deserto. Eu estava tomando minha cerrvejinha quando parou um jipão amarelo, e desceu um homem… Homem não, ô bem, aquilo era dois metros de homem, não acabava nunca, uma maravilha. Eu me ajeitei, escondi a cerveja embaixo do balcão, fui abrindo um sorriso, sabe a-que-le sorriso?  Ele perguntou: “Você vende bebida?” ­– Sim, claro, você quer uma caipirinha, uma cerrveja? E ele: “Tem Toddynho?”

Pausa. Ela faz uma careta. – Ah, tenho cara de quem vende Toddynho?

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Pirajá lança Cachaça Velha Guarda e novas caipirinhas no cardápio

Criada em Paraty e envelhecida por dois anos em carvalho, a Velha Guarda chega chegando, para ser provada pura ou em quatro novas receitas de caipiras no boteco paulistano

Por Sergio Crusco

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Nova cachaça e novas caipirinhas do Pirajá: Velha Guarda, Baile de Gala, Brigar Pra Quê? e Doce Ilusão

Quando o bar paulistano Pirajá lançou sua primeira cachaça exclusiva e branquinha, a Pirajá Santo Grau, em 2013, já se imaginava um upgrade. Eduardo Mello, da destilaria Engenho D’Água, em Paraty, estava de mangas arregaçadas preparando a irmã mais velha, uma pinga adormecida durante seis meses em tonéis de amendoim e por mais dois anos em carvalho francês velho. Essa semana a Pirajá Velha Guarda Santo Grau veio à luz, levemente dourada, com notas de baunilha e perfeita para o preparo de coquetéis. “O carvalho antigo amacia a cachaça e não confere tanta cor, a bebida mantém os aromas e sabores característicos da cana-de-acúcar”, explica Eduardo, membro da quinta geração de uma família que destila a marvada desde o século 19.

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