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Winebeer: o vinho com lúpulo chileno pode ser a nova estrela dos verões que vêm aí

Uvas brancas maceradas com lúpulo originam essa bebida bem seca, boa para a praia e para sorver sem grandes preocupações puristas. A novidade foi apresentada na edição mais recente da feira Expovinis

Por Sergio Crusco

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Ela tem vinho e lúpulo

Até que demorou para alguém ter a ideia da Winebeer. E se tiveram antes, foi o grupo chileno Empresas Lourdes quem chegou primeiro no mercado com o que chama de “uma agradável contradição”: vinho com lúpulo.

Já sei! Alguns enófilos e cervejeiros vão cair matando no que pode parecer uma usurpação da beatitude dessas duas bebidas. Mas trata-se de uma sacada simples e até meio boba: adicionar lúpulo à maceração das uvas e fermentar. Depois desse processo, mais um período de refermentação na garrafa, o que gera uma perlage muito sutil (as “some bubbles” descritas na apresentação do produto, cuja fórmula, diz a companhia, não leva nada além de uvas, lúpulo e levedura).

Não é o melhor vinho que você já tomou, pode ter bem certeza – mas nem de longe chega a ser algo parecido com um Keep Cooler. A Winebeer, elaborada com uvas brancas (os produtores não especificam as castas), é uma bebida bem seca, de boa drinkabilidade, como se diz por aí. Seu amargor é brando, quase imperceptível. Com teor alcoólico de 9%, é descontraída e perfeita para um dia de praia. Para se tomar algumas em seguida, na companhia das iscas de peixe fritinhas. Clima “garota dourada” total. Isso se a garrafinha de 250 ml não chegar por aqui custando uma fortuna (o que costuma acontecer, graças à nossa infelicidade tributária).

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Um dringue com Christianne Neves

A pianista, compositora e arranjadora Christianne Neves está num caso de amor com os vinhos da Itália, que visita com frequência e onde acaba de gravar um novo álbum, revivendo clássicos pop. Por outros países onde passa, não deixa de espalhar música e provar o que há de melhor

Por Sergio Crusco

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O que vinho tem a ver com música?

Vinho e música lembram celebração, não vejo essas coisas separadas. É o contexto de estar junto, do encontro, de preparar uma comida – massa, de preferência. Tocar ao vivo ou entre os músicos é assim, a mesma harmonia. Na Itália isso é muito forte.

Você, que tem andado pela Itália, o que provou de bom por lá?

Estou surpresa com a uva Nero d’Avola, típica da Sicília. É um vinho bem encorpado, tem sabor de terra. A Sicília é uma região muito árida e o vinho capta esse cenário. Acho que os entendedores do assunto não preferem essa uva, mas é o tipo de vinho que eu gosto. Ele lembra um pouco o Malbec argentino.

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Mulher sozinha em férias

Uma cantada regada a um bom Pisco Sauer – e muita história para contar para os amigos

Por Cristina Ramalho

La Main au Collet TO CATCH A THIEF d'AlfredHitchcock avec Cary Grant, Grace Kelly, 1955

Cary Grant, bom de lábia, passa uma cantada em Grace Kelly em Ladrão de Casaca (1955)

Sempre me lembro da história de uma amiga carioca que aproveitou a folga para passar uns dias na Bahia enquanto o marido, com trabalho acumulado, teve de ficar no Rio. Muito bonitinha, ela caminhava pelas areias baianas quando um sujeito do pedaço, malemolente, sem camisa, foi chegando, o olhar pidão, aquele papinho-gentileza-com-a-turista. Ofereceu-se para ser um guia, falou das maravilhas locais, a natureza,” já viu o pôr do sol daqui?” e coisa e tal, até que abriu o sorriso alvo e tascou a cantada: “Moça tão bonita, sozinha, não pode. Com você eu caso!”

Ela agradeceu, explicou que já era casada. “Ôxi, cadê o marido?” “Não pôde vir”. Ele examinou a carioca de alto a baixo e não conteve a frase, o sotaque arrastado: “Mas é muuuita confiança”.

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