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28 capas divertidas, chiques, lascivas ou malucas de discos para cocktail

Os “discos para coquetel”, embora esquecidos, fizeram época e a alegria de quem precisava criar um clima antes de partir para a ignorância

Por Sergio Crusco

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Lá pelos meados dos anos 1950, os long plays, ou LPs, revolucionaram a maneira de ouvir música. Imagine que antes, para curtir seu hit predileto, era preciso recorrer às bolachas em 78 rotações, com uma música de cada lado. O LP mudou tudo isso, primeiro no formato de 10 polegadas, que geralmente trazia 8 faixas, e depois no tamanho mais popular, o de 12 polegadas, no começo quase sempre com 12 músicas. Continuar lendo

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O tiki tá com tudo

Os coquetéis tiki, inspirados nas ilhas do Pacífico na década de 1930, voltam à cena: coloridos, saborosos e – por que não dizer? – graciosamente cafonas. Em São Paulo você pode fazer um roteiro tropical e prová-los em bares como Frank, Barê, SubAstor e Brasserie des Arts

Por Sergio Crusco

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Imagem do livro Tiki Pop, de Sven A. Kirsten, que conta a história da moda tropical na coquetelaria

Numa dessas aventuras que a vida proporciona, lá fui eu viajar de navio pelo Mediterrâneo, com uma turma boa de copo e de piada. Trabalho pesado, não pensem que era só diversão. Mas uma das diversões, entre uma reportagem e outra para certa revista de celebridades, era ver quem pedia o drinque mais cafona, aqueles decorados com flores, mini guarda-sóis, cerejinhas artificialíssimas – e uma boa dose de doçura.

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Rum, limão e gelo: o jeito cubano de turbinar seu caldo de cana

Além do Mojito e do Daiquiri, Cuba tem um segredinho quase desconhecido, mas muito fácil de reproduzir por aqui. É o Guarapo con Ron – ou seja, garapa com alguma safadeza

Por Sergio Crusco

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Ernest Hemingway e sua turma da pesada no balcão do Floridita, em Havana, nos anos 50 – na esquina da barra, Spencer Tracy

Quem vai a Cuba quer dringue. Impossível não lembrar da frase de Ernest Hemingway e não querer fazer exatamente o que ele propunha: “Mi Mojito en La Bodeguita, mi Daiquiri en El Floridita”. Foi o que fiz, ora essa. A patetice turística causou a primeira grande decepção: o Mojito da Bodeguita é um asco – aguado, chocho, sem sabor, pouco gelo, hortelã murcha, uma turminha de maus bofes preparando seu coquetel como quem assina o ponto. Tomei melhores em qualquer outro lugar. Deve ter sido bom nos tempos em que Hemingway pintava o caneco em Havana. Hoje ele teria trocado de bar, aposto.

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