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Bebendo champanhe com Marlene Dietrich

Ela era boa de bico, mas não tinha frescura: ia do champanhe ao vinho baratinho francês, passando por destilados fogo na goela como o Calvados e a vodca russa. Para sentir-se Marlene, damos o ranking dos melhores champanhes do ano (para quem tá podendo) e a lista dos grandes espumantes nacionais (para quem caiu no real)

Por Sergio Crusco

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Marlene Dietrich e o champanhe: promessa de um eterno domingo

“Como símbolo, o champanhe tem poderes extraordinários. Ele lhe dá a sensação de um domingo e de que dias melhores estão se aproximando. Se você pode arcar com um Dom Pérignon bem gelado numa linda taça, no terraço de um restaurante em Paris, olhando para as árvores ao sol numa tarde de outono, vai sentir-se o adulto mais sensual do mundo, mesmo se estiver acostumado a tomar champanhe”.

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Vem romance aí

Peça um bom champanhe. Ela vai flutuar… E se você somar às bolhinhas um papo espirituoso, uma grande história de amor pode se anunciar

Por Cristina Ramalho

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Audrey e Bogart em Sabrina (1954), de Billy Wilder – ela é irresistível, o champanhe dá o clima de felizes para sempre

Houve um tempo em que um champanhe no gelo, o hálito perfumado e os bons modos faziam maravilhas por qualquer sujeito conquistador. Tudo isso ainda conta grandes pontos na dança do acasalamento, mas os moços quase sempre esquecem as mesuras, as moças andam cada vez mais petulantes e o glamour tem escorregado na pressa do mundo. Ah, que falta de touché! Porque meu amigo, se você quiser mesmo transbordar naquela noite, tem de pedir champanhe. O legítimo, claro: francês, da região de Champanhe, onde as bolhas alcançam o estágio mais alto da alma do negócio. Só a chegada da garrafa na mesa já causa aquele frisson. Não é à toa que nas melhores cenas as moças dão risadinhas a cada gole nas bolhinhas, e que as não muito lindas ganham charme extra quanto mais você bebe. Champanhe faz maravilhas pela humanidade.

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