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Bebendo Dry Martini com Bette Davis

O Gibson, variação do Dry Martini, é personagem de A Malvada, um dos filmes mais célebres de Bette Davis. Os puristas do Martini acham um horror a cebolinha que decora o drinque, mas quem há de discordar do bom gosto da estrela?

Por Walterson Sardenberg Sº

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Bette Davis, ao lado de Thelma Ritter, começa sua noite bem sacudida bebendo um Gibson – entorna outros tantos ao longo de A Malvada (1950)

Permissivo e ruidoso em seus filmes, o cineasta espanhol Luis Buñuel era um purista quando se tratava de seu drinque favorito, o Dry Martini. Ele derramava alguma gotas de vermute Noilly-Prat e meia colher de Angostura sobre o gelo. Sacudia tudo em uma coqueteleira e, depois, conservava apenas o gelo, que mantinha vestígios dos dois perfumes e nada mais. Sobre o cubo, em uma taça previamente gelada, depositava a dose generosa de gim. Buñuel chegou a levar em consideração a opinião de extremistas, apreciadores de um Martini tão seco a ponto de sustentar que bastava um raio de sol atravessando uma garrafa de Noilly-Prat, antes de atingir o drinque. Certa vez, o diretor do Museu de Arte de Nova York, na sua frente, substituiu a Angostura pelo Pernod. A Buñuel, a troca pareceu abominável.

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Um dringue com Kennedy Nascimento

Ele tem 22 anos, gerencia alguns dos bares mais sacudidos da cidade e atrai fãs onde quer que crie seus coquetéis. A história de Kennedy Nascimento – eleito o melhor bartender da América Latina no concurso Diageo World Class 2015 – começa no balcão do pai em Ribeirão Pires

Por Sergio Crusco

Kennedy Nascimento_créditos Henrique Peron (6)Você hoje gerencia o serviço de bar e cria cartas de drinques do Grupo Vegas, que inclui o Riviera, o Cine Joia, a Carniceria Z, o PanAm, o Lions Nightclub e o Yacht Club. Como dá conta de tanto trabalho e onde busca inspiração?

Essa parte de gerência e gestão eu sempre estudei na teoria e está sendo muito bom exercitar na prática. A criação acontece em dois pontos. Um é a inspiração, quando vou a uma feira, a um bar, provo um ingrediente que imagino que possa ter ligação com um drinque. O outro ponto é quando você precisa criar mesmo, colocar a mão na massa. É a hora de estudar não só as receitas dos coquetéis, mas o conceito do lugar para o qual você está criando, o público que frequenta. É preciso ter memória sensorial, treinar diariamente, conhecer os ingredientes destilados, fermentados, as frutas. Aí fica tudo mais fácil.

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Frigobar é o speakeasy à nossa moda

O Frigobar traz para São Paulo o clima dos speakeasies americanos, onde se bebia clandestinamente durante a época da Lei Seca. Coquetéis clássicos daquela era são revividos no bar quase secreto, onde é preciso ter senha para entrar

Por Sergio Crusco

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“Vai um dringue aí? Esse é só para a diretoria”

Tá na moda. Nas cidades mais sacudidas do mundo – Londres, Nova York, São Francisco – o último grito é arranjar um lugar bem mocozado, de preferência porão, montar um bar quase secreto e chamar o novo inferninho de speakeasy. Esses endereços procuram reviver a era em que o álcool foi proibido nos Estados Unidos, de 1920 a 1933, com o resgate de coquetéis clássicos e todo um jogo de cena bolado para o cliente se imaginar nos tempos da Lei Seca, manguaçando clandestinamente. Dá um barato diferente, isso dá. Continuar lendo