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Top bartenders de São Paulo fazem drinques em colaboração no Eataly

O Brace Bar, do Eataly, reuniu feras para preparar os drinques de sua nova carta. Estão no projeto Bar a 4 Mãos Derivan de Souza, Jean Ponce, Laércio Zulu, Rodolfo Bob e a mixologista da casa, Dudah Bonatto. Sabores para todos os gostos e muito amor em forma de coquetel

Por Sergio Crusco

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Derivan de Souza apresenta o Ischia, drinque feito com ingredientes italianos e “amor de coração cheio”

“Vocês devem se lembrar daquela frase do filme Candelabro Italiano: ‘Um casal que bebe Strega junto nunca se separa’”. Assim começa a alquimia do bartender Derivan de Souza. Seu desafio é preparar uma poção mágica que lembre o elemento água e, das lembranças da Itália, especialmente da Ilha de Ischia, traz os componentes para sua nova criação. Além do Strega (licor das bruxas, que já vem com dose mística), ele usa grappa, vermute Carpano Rosso e uma infusão de água de margaridas “que esses meninos modernos me ajudaram a fazer”. O último ingrediente vem de forma mimosa, uma pipeta para injetar o líquido florido no coquetel.

Mas falta um toque final, não menos mágico e essencial, segredo que Derivan não guarda, espalha com simpatia e gestos largos. “É preciso misturar 10% a 15% de amor no coquetel. Amor de coração cheio. Amor, muito amor. Saúde!”, finaliza. E a plateia explode em aplausos.

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Chegou Primavera, a primeira cerveja do Eataly de São Paulo

Uma Witbier com alcaçuz, genciana e limão siciliano é a primeira a ser produzida no complexo gastronômico — colaboração da Academia Barbante de Cerveja com a Birra Baladin, marca italiana de respeito

Por Sergio Crusco

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Primavera, Sandro Botticelli, c. 1482

Quem vive numa cidade como São Paulo não consegue entender muito bem o que é primavera. É mais estado de espírito do que estação. Se o tempo não enlouquecer, esperamos dias de temperatura amena, tirar a bermuda do armário, o vestidinho esvoaçante, calçar o sapato arejado. Faltam uns jardins multicor por aqui, para celebrarmos a delícia de ver o mundo florir.

Sem eles ou praças crivadas de tulipas (quem mandou não nascer em Amsterdã?), vamos imaginando a primavera com ajuda de Botticelli: um bosque onde ninfas dançam, Vênus ao centro comanda a festa, Mercúrio protege a cena tentando afastar nuvens cinzentas, Cupido lança flechas às cegas – se colar, colou (opa, tem uma ninfa de olho no Mercúrio, repare). Zéfiro tenta possuir a ninfa Clóris  o que de fato acontece: encanta-se e a transforma em Flora, deusa da primavera, que aparece no quadro transmutada, toda colorida, com o vestido em bojo recheado de flores.

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