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Cervejaria Nacional relança a Gruit Beer Magrela: saiba mais sobre essa cerveja sem lúpulo

Quando não havia lúpulo, o jeito era temperar e aromatizar a cerveja com ervas, flores e especiarias. Esse estilo antigão de brassar, que origina as Gruit Beers, é revivido no brew pub paulistano e em outras cervejarias mundo afora

Por Sergio Crusco

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Magrela, Gruit Beer da cervejaria Nacional elaborada pelo sommelier Patrick Bannwart com vinte ingredientes herbais

– Não é cerveja – me garantiu um sommelier e mestre-cervejeiro, durante uma aula sobre estilos.

– Mas não posso mesmo chamar de cerveja? ­– retorqui.

– Não. Cerveja, necessariamente, tem lúpulo na composição.

Fiquei bem quieto, mas continuei chamando Gruit de cerveja. Mesmo sabendo que o que caracteriza uma Gruit, necessariamente, é a ausência de lúpulo.

Imagine você, numa aldeia perdida lá pelas bandas da Europa Central, querendo fazer sua cervejinha caseira nos idos do século 9. Cadê o lúpulo? Não tem. O que eu faço? Colho as ervas, flores e especiarias que brotam ou são vendidas no pedaço para temperar a receita. Isso é o gruit, palavra que, ao que tudo indica, vem do holandês antigo: a combinação de plantas usada para aromatizar e dar sabor à cerveja, receita que variava muito de região para região, pois cada uma tinha sua flora específica. Continuar lendo

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Bebendo gim e vinho do porto com Billie Holiday e Lester Young

Top and Bottom – metade gim, metade vinho do porto – era o drinque que Billie Holiday gostava de tomar com o saxofonista, amigo e parceiro musical Lester Young. Só que sua bebida preferida, no duro, era o velho e bom uísque. Para o champanhe, Lady Day dizia “não”

Por Sergio Crusco

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Clássica imagem de Billie Holiday durante uma gravação nos anos 1950

Billie Holiday não gostava de champanhe. “Detesto”, frisa um par de vezes em sua autobiografia, Lady Sings The Blues. Era uma lady, no entanto, e não rechaçava uma taça quando um cavalheiro de verdade a oferecia. Foi assim em Montreal, quando ela experimentou o vinho borbulhante pela primeira vez, encorajada por um rapaz canadense que a advertia sobre os malefícios do uísque – ele lhe estragaria a voz. Billie aceitava a cortesia, mas corria para a cozinha para dar uns goles no destilado de malte. Esse sim, sua paixão.

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Um dringue com Tatiana Spogis

Ela é sommelier de cervejas, gerente de marketing da importadora Bier & Wein, mestra na Academia Barbante de Cerveja, terceira colocada no III Campeonato Mundial de Sommeliers realizado em Munique, em 2013. Trabalhou no lançamento das cervejas de trigo alemãs no Brasil, em 2001, quando começou a onda dos rótulos especiais no Brasil, e tem muita história para contar. Conversamos um pouco sobre trabalho e muito sobre sensações. Ou melhor, estar com os sentidos afiados é a principal ferramenta de trabalho de Tatiana 

Por Sergio Crusco

Tatiana Spogis

Como começa sua história com cerveja?

Ihhh… Senta que lá vem história! Sempre amei cerveja. Das bebidas alcoólicas, sempre foi minha predileta.

Desde que época?

A parte oficial? Desde os 18 anos. Ha ha ha! Meu pai é uruguaio, de pequeno a gente tomava o suco de uva do uruguaio, que é o vinho com bastante água e açúcar para crianças. Quando comecei a trabalhar oficialmente com cerveja, a primeira reação da minha mãe foi de susto: “Ai, meu Deus, agora ela vira alcoólatra!”

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Um papo sobre cerveja com Garrett Oliver, o papa da harmonização

O mestre-cervejeiro americano Garrett Oliver é uma das principais referências mundiais em ousadia ao criar cervejas e harmonizá-las. Esteve no Brasil recentemente, como faz todos os anos, e falou sobre a história da cervejaria nos Estados Unidos, a descoberta dos novos sabores, a caipirinha que tanto ama e adiantou a tendência dos sabores azedos – entre outros assuntos

Por Sergio Crusco

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Garrett Oliver: simpatia e sabor durante a palestra na Academia Barbante de Cerveja

“Meu chapéu também lhes dá boas vindas”, anuncia Garrett Oliver ao tirar o chapéu de palha e deixá-lo sobre a mesa para começar sua palestra na Academia Barbante de Cerveja, em São Paulo. Um dos mestres-cervejeiros mais pop do mundo, autor de um livro que é bíblia sobre a relação entre cervejas e comidas, A Mesa do Mestre-Cervejeiro, Garrett parece ter saído de uma canção de Jorge Ben Jor – um Salve Simpatia lupulado. Conhecido como “o papa da harmonização”, é o tipo de professor e palestrante que envolve a plateia com charme, bom humor e muito conhecimento. Pode falar a tarde toda, não causará bocejos a ninguém. Com cervejinhas especiais para tabelar o papo – entre elas, algumas experiências de Garrett ainda não lançadas no mercado ou de brassagens sazonais que já saíram de linha –, melhor ainda. Aqui, um pouco de sua filosofia sobre beber, comer e viver.

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