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Bebendo com etiqueta 2

No post anterior falamos sobre a chatice de quem entende de vinhos, esnoba com a grana alheia ou insiste em encher a taça do amigo. Aqui vamos ao dia seguinte – em especial para as moças que depois do pilequinho costumam declarar seu amor ou exagerar na sinceridade

Por Cristina Ramalho

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“Tenho a impressão de que esses meninos estão cheios de más intenções”

Tem aquele conto da Dorothy Parker, “Você esteve ótimo”, que é a definição da amnésia alcóolica. A clássica: você acorda sem saber onde está e quem é, e um simples telefonema de uma testemunha ocular dos escorregões aciona sua memória e a vontade de sair correndo para sempre. Dorothy descreve a moça que liga para o sujeito que pintou os canecos na noite anterior e vai contando, na base do “isso acontece, não esquenta” que o moço jogou lulas em su tinta no decote da esposa de outro. “Mas isso passa, mande flores para ela no hospital e tudo bem”. E conta que ele cantou. E que brigou com o garçom. E que chamaram a polícia. E a cada frase ele vai se horrorizando mais e mais.

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Bebendo com etiqueta

Tem o patrulhador de bebida alheia, o que não respeita o limite do outro, o que deita conhecimento sobre vinhos e cervejas que já provou. Reconheça os chatos e brinde elegantemente

Por Sergio Crusco

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“Ouvi dizer que esse dringue tá na moda, é sério?”


Não patrulhe o gosto alheio 
— Quer coisa mais irritante do que alguém dizendo que sua cerveja é fraquinha, que o vinho escolhido não é de alta gama, que caipirinha de saquê é moda do século passado? Quem age assim só nos leva à única e triste conclusão: é um chato. Comentários do gênero “isso é bebida de mocinha” ou “puxa, ela bebe feito homem” são perfeitamente dispensáveis. Cada um bebe o que gosta e o que pode.

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Nunca peça mais uma

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Jack Lemmon pede mais algumas numa véspera de Natal solitária em Se Meu Apartamento Falasse (1960), de Billy Wilder

Há algum tempo, em Barcelona, parei no balcão de um lindo e espaçoso bar (do qual não vou lembrar o nome) e pedi a primeira cerveja. Ainda não havia me acostumado com o espírito notívago da cidade, em que o agito só começa a acontecer lá pelas tantas. À espera de uma noite sacudida, enquanto o lugar não esquentasse de gente (o que de fato aconteceu), restou-me uma opção. Pedir mais uma.

Una cerveza más, por favor!

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