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Nova carta de Laércio Zulu no Anexo São Bento conta histórias com coquetéis

Depois de um ano viajando pelo Brasil e pelo mundo, o bartender Laércio Zulu ancora no Anexo São Bento e mostra alquimias com ingredientes como jabuticaba, folha de laranjeira, mutamba – num diálogo com a coquetelaria clássica que rende muitos casos, aroma e sabor

Por Sergio Crusco / Fotos: Rodrigo Marrano/Divulgação

Zulu - retrato

Laércio Zulu brinca com as frutas no balcão do Anexo São Bento, em São Paulo

“Minha avó costumava tomar chá de folha de laranjeira. Dizia que era bom para acalmar. Acho que ela não precisava daquilo – minha avó sempre foi calminha –, mas eu adorava tomar o chá junto com ela, todas as tardes”.

Com esse caso pessoal, o bartender Laércio Zulu começa a apresentar a nova carta que preparou para o Anexo São Bento, em São Paulo. Dividida em cinco partes – ou cinco capítulos – é um “livrinho” que conta muitas histórias. As reminiscências da infância na Bahia, os fogos da adolescência, os muitos giros que fez pelo país em busca de ingredientes “simples, autênticos, mas pouco usuais e surpreendentes” e o olho na modernidade e nas últimas tendências da mixologia – fruto de suas viagens por algumas das cidades mais sambadas do planeta, onde mostra o jeito brasileiro de fazer coquetéis e divulga nosso orgulho etílico: a cachaça.

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Uma aula de coquetelaria mediterrânea com Márcio Silva

Drinques leves, cítricos, refrescantes, aromáticos, com sabor de férias sem fim. Assim foi o workshop de coquetéis com o bartender Márcio Silva – inspiração para sonhar com uma vida tranquila lá longe…

Por Sergio Crusco

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O coquetel Poção Tupã e a paisagem da Vila Beatriz – um ramo de manjericão desmilinguido e outro armado com estilo pelo professor

Pensam que é moleza seguir uma receita de coquetel e conseguir o mesmo resultado do bar top ten? Drinques deliciosos, bem equilibrados, com decoração perfeita? Bem que me esforcei, mas bastou a primeira aula de coquetelaria com Márcio Silva para descobrir que estou longe de alcançar qualquer espécie de perfeição nesse ramo.

A ideia era mostrar a um grupo de jornalistas a alquimia de alguns drinques de inspiração mediterrânea, de autoria de Márcio, na sede da importadora Mr. Man. Coisa que a gente vê nos filmes e fica sonhando em viver (para o resto da vida, não só nas férias) – beira mar, ingredientes frescos, comida saudável. “Esses drinques nos fazem desconectar do estresse, da buzina, da fila, do computador. Viver um momento nosso, curtir a vida, estar presente”, disse Márcio, que trabalhou durante 20 anos na Europa, em bares e como treinador de bartenders, tendo passado um bom tempo em Barcelona, de onde trouxe o jeito sutil e refrescante de pensar a mixologia.

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Tempere seu Gim ou Porto Tônica com especiarias, pimentas e frutas

É fácil criar um drinque bem diferente e aromático à base de tônica: veja o que há de bom no armarinho de temperos ou pense seriamente nisso na próxima visita ao mercado

Por Sergio Crusco

Porto Tonica4_Tasca_Lucas Terribili

Porto Tônicas charmosamente aromatizados e servidos em potinhos na Tasca da Esquina

Em Portugal e na Espanha é uma sensação: mercados descolados vendem kits lindos para incrementar o seu Gim ou o seu Porto Tônica. São caixas luxuosas com vidrinhos de especiarias, flores e chás que dão aquele twist todo especial ao drinque. Quem gosta desse tipo de coquetel quase não resiste. Mas aí você pensa no preço (os mais caros estão na faixa dos 50 euros), no perrengue que vai ser transportar a caixa e finalmente lembra que por aqui existem maravilhas como a paulistana Zona Cerealista, onde é possível comprar tudo fresquinho e a granel.

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