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Guilhotina Bar une descontração e drinques surpreendentes em Pinheiros

O novo empreendimento do mixologista Márcio Silva já nasceu famoso, com coquetéis autorais, pouca pompa e muito espaço para o povo interagir

Por Sergio Crusco

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Ambiente do Guilhotina bar: chique sem perecoteco, com cara de boteco de bairro

Mal abriu, no final do ano passado, o Guilhotina Bar virou um daqueles sucessos instantâneos, do tipo “está por fora quem ainda não foi”. Fica num imóvel simples da Rua Costa Carvalho, Baixo Pinheiros, entre Faria Lima e Marginal, pedaço que já conta com um punhado de opções bebíveis e comíveis bem recomendáveis: o Empório Alto de Pinheiros (a Aparecida do Norte dos cervejeiros), o Horta Café e Bistrô, a pâtisserie de Nina Veloso, o Delirium Café (outro point das grandes cervejas), o restaurante Nou, o Piú, o Oui, o Ruella, a Confeitaria Dama e outras perdições. No mapa estendido da região, o Guilhotina entra na categoria “bares abertos pelos próprios bartenders”, como o simpático e bom de preço boteco Paramount (de Netinho, ex-Astor), o aconchegante e caseiro Guarita (de Jean Ponce) e o elétrico Biri Nait (de Talita Simões).

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Agora é moda: drinque com maconha

Estados americanos onde a cannabis foi legalizada vivem uma nova onda: coquetéis turbinados com infusões que chapam o coco

Por Sergio Crusco

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Lascívia e fumacê em capa de romance americano barato dos anos 50 – ela não conhecia os coquetéis com THC

Imagine um Manhattan ou um Old Fashioned com um trilili a mais na receita. Não estamos falando de twist de limão, shrub de frutas ou cardamomo defumado, técnicas que os mixologistas adoram e, claro, dão sabor, aroma e outras sensações delicadas e deliciosas aos coquetéis. É que a onda prafrentex, lá pelas bandas descriminalizadas do planeta, são drinques com infusão de maconha.

Um dos gurus da tendência é o mixologista Daniel K Nelson, proprietário do The Writer’s Room em Los Angeles, Califórnia (estado onde o uso medicinal da maconha é legalizado). Nelson fez sua primeira experiência com cannabis na bebida durante um evento em que chefs prepararam um menu com a erva. Jogou dois ramos da planta numa garrafa de vodca, mas nem o sabor ou o barato o apeteceram. Ficou chocho e não fez a cabeça.

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