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Jean Ponce, Spencer Jr. e Alê D’Agostino ensinam a fazer o Rabo de Galo perfeito – ou melhor, três

O Projeto Rabo de Galo foi lançado essa semana, para promover o drinque-símbolo dos balcões de fórmica e tentar uma vaga na lista da International Bartenders Association. 30 bares e restaurantes participam do movimento até 1º de outubro, cada um com seu toque pessoal

Por Sergio Crusco

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Spencer Jr., Alê D’Agostino e Jean Ponce na barra do Guarita em noite de Rabo de Galo

Já provou um Rabo de Galo em que o kick da cachaça esteja balanceado dentro de uma harmonia perfeita de ingredientes? Essa é a promessa – cumprida – do bartender Spencer Jr. ao criar sua versão do coquetel mais popular do Brasil, no lançamento do Projeto Rabo de Galo, que rolou no Guarita Bar no começo da semana. Esse kick, o “chute” aromático da cachaça, continua lá, porém com suas notas de acidez bem tabeladas com a doçura de dois tipos de vermute, o leve amargor das gotas de Angostura e o aroma cítrico da rodela de limão siciliano desidratada. Já gostei da explicação porque lembrou Cole Porter na hora e nada como beber um bom dringue cantarolando I Get a Kick Out of You.

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Top bartenders de São Paulo fazem drinques em colaboração no Eataly

O Brace Bar, do Eataly, reuniu feras para preparar os drinques de sua nova carta. Estão no projeto Bar a 4 Mãos Derivan de Souza, Jean Ponce, Laércio Zulu, Rodolfo Bob e a mixologista da casa, Dudah Bonatto. Sabores para todos os gostos e muito amor em forma de coquetel

Por Sergio Crusco

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Derivan de Souza apresenta o Ischia, drinque feito com ingredientes italianos e “amor de coração cheio”

“Vocês devem se lembrar daquela frase do filme Candelabro Italiano: ‘Um casal que bebe Strega junto nunca se separa’”. Assim começa a alquimia do bartender Derivan de Souza. Seu desafio é preparar uma poção mágica que lembre o elemento água e, das lembranças da Itália, especialmente da Ilha de Ischia, traz os componentes para sua nova criação. Além do Strega (licor das bruxas, que já vem com dose mística), ele usa grappa, vermute Carpano Rosso e uma infusão de água de margaridas “que esses meninos modernos me ajudaram a fazer”. O último ingrediente vem de forma mimosa, uma pipeta para injetar o líquido florido no coquetel.

Mas falta um toque final, não menos mágico e essencial, segredo que Derivan não guarda, espalha com simpatia e gestos largos. “É preciso misturar 10% a 15% de amor no coquetel. Amor de coração cheio. Amor, muito amor. Saúde!”, finaliza. E a plateia explode em aplausos.

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