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Um dringue com André Cancegliero e Fernando Pieratti, da Cervejaria Urbana

Centeio Dedo é a nova cerveja da Urbana, uma Rye IPA aveludada e potente – mais uma aventura de uma marca que tem causado polêmica, alegria e frisson. Conversamos com dois desses meninos maluquinhos que criam rótulos com nomes como Gordelícia, Trimiliqui e Prima Pode

Por Sergio Crusco

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André Cancegliero e Fernando Pieratti no lançamento da Centeio Dedo no Empório Alto dos Pinheiros (Fernando: “Mas vai colocar foto minha com cigarro na boca?”. Eu: “Foi a que ficou melhorzinha”. Fernando: “Então, vai com cigarro mesmo”.)

André, fala da Centeio Dedo, essa cerveja que estamos provando hoje. [Estamos no Empório Alto dos Pinheiros, templo da cerveja boa em São Paulo]

André – É uma American Rye IPA, um estilo pouco conhecido no Brasil. É feita com 30% de centeio, o que dá cremosidade à cerveja e uma certa picância. Ela é aveludada, também por causa do centeio, e tem esse amargor típico da IPA.

E mais esse nome maluco.

Ih, isso é coisa do meu sócio. Ele que inventa os nomes. Vem aqui, Fernando.

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Chegou Primavera, a primeira cerveja do Eataly de São Paulo

Uma Witbier com alcaçuz, genciana e limão siciliano é a primeira a ser produzida no complexo gastronômico — colaboração da Academia Barbante de Cerveja com a Birra Baladin, marca italiana de respeito

Por Sergio Crusco

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Primavera, Sandro Botticelli, c. 1482

Quem vive numa cidade como São Paulo não consegue entender muito bem o que é primavera. É mais estado de espírito do que estação. Se o tempo não enlouquecer, esperamos dias de temperatura amena, tirar a bermuda do armário, o vestidinho esvoaçante, calçar o sapato arejado. Faltam uns jardins multicor por aqui, para celebrarmos a delícia de ver o mundo florir.

Sem eles ou praças crivadas de tulipas (quem mandou não nascer em Amsterdã?), vamos imaginando a primavera com ajuda de Botticelli: um bosque onde ninfas dançam, Vênus ao centro comanda a festa, Mercúrio protege a cena tentando afastar nuvens cinzentas, Cupido lança flechas às cegas – se colar, colou (opa, tem uma ninfa de olho no Mercúrio, repare). Zéfiro tenta possuir a ninfa Clóris  o que de fato acontece: encanta-se e a transforma em Flora, deusa da primavera, que aparece no quadro transmutada, toda colorida, com o vestido em bojo recheado de flores.

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