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Um dringue com Kennedy Nascimento

Ele tem 22 anos, gerencia alguns dos bares mais sacudidos da cidade e atrai fãs onde quer que crie seus coquetéis. A história de Kennedy Nascimento – eleito o melhor bartender da América Latina no concurso Diageo World Class 2015 – começa no balcão do pai em Ribeirão Pires

Por Sergio Crusco

Kennedy Nascimento_créditos Henrique Peron (6)Você hoje gerencia o serviço de bar e cria cartas de drinques do Grupo Vegas, que inclui o Riviera, o Cine Joia, a Carniceria Z, o PanAm, o Lions Nightclub e o Yacht Club. Como dá conta de tanto trabalho e onde busca inspiração?

Essa parte de gerência e gestão eu sempre estudei na teoria e está sendo muito bom exercitar na prática. A criação acontece em dois pontos. Um é a inspiração, quando vou a uma feira, a um bar, provo um ingrediente que imagino que possa ter ligação com um drinque. O outro ponto é quando você precisa criar mesmo, colocar a mão na massa. É a hora de estudar não só as receitas dos coquetéis, mas o conceito do lugar para o qual você está criando, o público que frequenta. É preciso ter memória sensorial, treinar diariamente, conhecer os ingredientes destilados, fermentados, as frutas. Aí fica tudo mais fácil.

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O bourbon do caubói vira ingrediente chique nos bares do mundo

A bebida americana à base de milho já foi a preferida dos caubóis que não se importavam muito com o que estivessem bebendo, contanto que subisse. Hoje é queridinha nos bares descolados do planeta e se presta ao preparo de drinques clássicos e charmosos

Por Sergio Crusco

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John Wayne bebe um trago de seu bourbon antes de topar a próxima aventura

Nos filmes de caubói ou nos de detetives, é comum ver o intrépido herói mandando ver de um gole só uma dose pura de uísque, para logo em seguida apertar os olhos e franzir a boca numa expressão que sinaliza algo parecido com um ouriço do mar descendo pelo esôfago. Quantas vezes você não viu John Wayne e Clint Eastwood fazendo cara de quem bebeu, não gostou, mas está pronto e de cabeça feita para a próxima parada?

A qualidade duvidosa dos uísques americanos não é lenda de Hollywood, nem a cara azeda do caubói é um recurso meramente dramático. Nos tempos da Lei Seca (1919-1933) produziu-se muita bebida clandestina nos Estados Unidos e quem quisesse ficar alegrinho a qualquer custo, na base do “se não tem tu, vai tu mesmo”, apelava para qualquer coisa.

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