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Felipe Rara faz drinques que mexem com os sentidos no Brasserie des Arts

O mixologista lança a carta de drinques Equilátero, que prevê duas novas etapas mais adiante. Especiarias, ingredientes raros e contrastes de sabor são algumas surpresas dessa viagem cheia de inspirações geográficas, históricas e aromáticas

Por Sergio Crusco

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Carême Mise en Place, com Mandarinetto com frutas silvestres, amaro e soda lima limão. Uma das invenções de Felipe Rara na nova carta do Brasserie des Arts

Felipe Rara vem firmando seu nome (ou melhor, já firmou) entre os bambas da mixologia paulistana de um jeito tranquilo. Fala mansa e gestos comedidos fazem parte do seu estilo, mesmo quando o lugar é o agitado Brasserie des Arts, no bairro paulistano dos Jardins, onde predominam a música alta e o clima dolce vita, eterna festa.  Continuar lendo

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Os drinques tropicais do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, Belém

A quinze minutos de barco da capital do Pará, a Ilha do Combu é um paraíso onde Dorothy Lamour faria bela figura, dançando um carimbó ou inebriando-se com caipirinhas de frutas nativas

Por Sergio Crusco

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Visual do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, à beira do Rio Guamá, 15 minutos de Belém

É assim mesmo, Saldosa com “l”. Quiseram fazer homenagem a Adoniran Barbosa, paulistaníssimo, no meio da paisagem luxuriante do norte. O moço que pintou a placa errou a grafia, nunca arrumaram, ficou por isso mesmo e virou marca registrada. O restaurante Saldosa Maloca é ponto turistésimo de quem está em Belém, fica na Ilha do Combu, a 15 minutinhos de barco, a partir do porto Princesa Isabel.

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O Tacacachaça, do Remanso do Bosque, é a estrela dos drinques de Belém do Pará

Um coquetel com cachaça de jambu, bourbon e maracujá, servido no restaurante dos irmãos Thiago e Felipe Castanho, é a porta de entrada para os sabores do Pará. Faz tremer que nem um bom carimbó da Dona Onete

Por Sergio Crusco

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Tacacachaça, drinque tropical por excelência, apesar do bourbon

Ir a Roma e não ver o Papa, OK. Vai que ele está em missão na África do Sul ou bola para Papa você nem dá. Ir ao Pará e não comer jambu é que eu quero ver. A erva que adormece a boca está em tudo. No pato, na cachaça, no arroz, no tacacá, em lugares onde você talvez nem imagine. Faz sucesso por lá um pequeno frasco com o extrato da planta, basta uma gotinha espalhada nos lábios para que se tenha uma experiência de tremelicância que dura segundos verdadeiramente intensos. E não funciona só na boca, diz quem manja do trilili. Dona Onete, divina dama do carimbó, já cantou o tremor do jambu numa letra safada e didática. Continuar lendo