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Guilhotina Bar une descontração e drinques surpreendentes em Pinheiros

O novo empreendimento do mixologista Márcio Silva já nasceu famoso, com coquetéis autorais, pouca pompa e muito espaço para o povo interagir

Por Sergio Crusco

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Ambiente do Guilhotina bar: chique sem perecoteco, com cara de boteco de bairro

Mal abriu, no final do ano passado, o Guilhotina Bar virou um daqueles sucessos instantâneos, do tipo “está por fora quem ainda não foi”. Fica num imóvel simples da Rua Costa Carvalho, Baixo Pinheiros, entre Faria Lima e Marginal, pedaço que já conta com um punhado de opções bebíveis e comíveis bem recomendáveis: o Empório Alto de Pinheiros (a Aparecida do Norte dos cervejeiros), o Horta Café e Bistrô, a pâtisserie de Nina Veloso, o Delirium Café (outro point das grandes cervejas), o restaurante Nou, o Piú, o Oui, o Ruella, a Confeitaria Dama e outras perdições. No mapa estendido da região, o Guilhotina entra na categoria “bares abertos pelos próprios bartenders”, como o simpático e bom de preço boteco Paramount (de Netinho, ex-Astor), o aconchegante e caseiro Guarita (de Jean Ponce) e o elétrico Biri Nait (de Talita Simões).

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Uma aula de coquetelaria mediterrânea com Márcio Silva

Drinques leves, cítricos, refrescantes, aromáticos, com sabor de férias sem fim. Assim foi o workshop de coquetéis com o bartender Márcio Silva – inspiração para sonhar com uma vida tranquila lá longe…

Por Sergio Crusco

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O coquetel Poção Tupã e a paisagem da Vila Beatriz – um ramo de manjericão desmilinguido e outro armado com estilo pelo professor

Pensam que é moleza seguir uma receita de coquetel e conseguir o mesmo resultado do bar top ten? Drinques deliciosos, bem equilibrados, com decoração perfeita? Bem que me esforcei, mas bastou a primeira aula de coquetelaria com Márcio Silva para descobrir que estou longe de alcançar qualquer espécie de perfeição nesse ramo.

A ideia era mostrar a um grupo de jornalistas a alquimia de alguns drinques de inspiração mediterrânea, de autoria de Márcio, na sede da importadora Mr. Man. Coisa que a gente vê nos filmes e fica sonhando em viver (para o resto da vida, não só nas férias) – beira mar, ingredientes frescos, comida saudável. “Esses drinques nos fazem desconectar do estresse, da buzina, da fila, do computador. Viver um momento nosso, curtir a vida, estar presente”, disse Márcio, que trabalhou durante 20 anos na Europa, em bares e como treinador de bartenders, tendo passado um bom tempo em Barcelona, de onde trouxe o jeito sutil e refrescante de pensar a mixologia.

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O jeito francês de beber licor de cassis

Licores franceses da Merlet chegam ao Brasil para seduzir mixologistas e bebedores. Há várias maneiras de criar coquetéis com eles, mas a mais simples é fazer um Mêlé-Cass, jeito francês de dizer que tudo pode dar certo se você tem os ingredientes ideais

Por Sergio Crusco

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Esse drinque é de framboesa, tá? Não é de cassis

Na França de outros tempos era assim, nos conta o produtor de licores Gilles Merlet: aos homens era concedida a honra de beber um conhaque depois da refeição. Para as mulheres, licor de cassis, a groselha negra. Imagino que o direito feminino ao conhaque tenha feito parte da luta pelo avanço das moças na era de conquistas por igualdade por aquelas bandas. Tipo chegar num café, dar um tapa no balcão e não ter vergonha de pedir uma dose, e das bem servidas, enquanto senhoras e senhores cochichavam: “Quanta petulância! Pedir um conhaque em público”. Como não tenho em mãos nenhum tratado a respeito do papel do álcool na pauta feminista francesa, sobra imaginação.

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Uma noite de desafio com os top bartenders de São Paulo

Bambas da mixologia se reúnem na Brasserie des Arts para criar drinques com Ice Tropez, bebida à base de vinho e aroma de pêssego importada da França Por Sergio Crusco

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Beach Tropez: primeiro drinque criado com Ice Tropez por Marcelo Serrano

Sabe o que acontece quando alguns dos melhores bartenders da cidade se reúnem para um desafio? Uma evolução de sabores, um desfile de cores que lembra os tempos das competições de fantasias de luxo dos velhos carnavais. Mas aqui Clovis Bornay e Wilza Carla (o rei e a rainha da folia no tempo da vovó) não se estapeiam pelo primeiro lugar, nem voam plumas. É um encontro amistoso em que não faltam harmonia, suíngue, charme e simpatia. A movimentação dos bartenders no balcão é digna de bateria nota 10. E o resultado, para quem está do outro lado, um deslumbre: cada drinque, uma alegoria.

O desafio da noite é criar um coquetel com Ice Tropez, bebida à base de vinho branco e aroma natural de pêssego – uma espécie de Bellini com sotaque francês. O anfitrião é Frederic Renaut, gerente da filial paulistana da Brasserie des Arts, e o mixologista Marcelo Serrano, o mestre de cerimônias. Serrano já havia colocado no cardápio da Brasserie o drinque Beach Tropez (veja receita abaixo) e agora convida uma turma de bambas para criar novas alquimias. Continuar lendo