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Uma tarde com os vinhos de Andrea Bocelli

Os produtos da Bocelli Family Wines não são puro golpe de marketing: a família do tenor popstar produz vinhos na Toscana desde 1730 e causou ótima impressão numa degustação realizada em São Paulo

Por Sergio Crusco

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Andrea Bocelli na propriedade da família, em Lajatico, Toscana

Quando você vê um vinho com um nome famoso no rótulo, logo desconfia: “Opa, esse aí arranjou mais um jeito de defender um troco”. Brad Pitt, Angelina Jolie, Madonna, Drew Barrymore e Jay Z são algumas das celebridades que emprestam seus nomes a bebidas. No mundo do lúpulo, é comum ver bandas de rock complementando o orçamento com suas próprias cervejas, caso do Queen, sobre o qual já falamos aqui no Dringue.

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Um dringue com Ivan Bornes

Ivan Schiappacasse Bornes, dono do Pastifício Primo, lembra da infância em Porto Alegre, quando ajudava o pai a fazer vinho em casa. Dos tequilas da juventude ao consumo moderado nos dias de hoje, fala de suas preferências e rebate a frescura enogastronômica: “O vinho do dia a dia não pode ser carregado de simbolismo, tem de ser algo perto da gente”

Por Sergio Crusco

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Ivan Bornes e sua geladeira pop

Como é a sua relação com o vinho? Imagino que venha da infância, já que você nasceu no Uruguai.

Meu pai fez vinho em casa durante mais de 30 anos, até 1983, no Uruguai e depois em Porto Alegre, para onde nos mudamos. Pisávamos as uvas com os pés, como nos tempos ancestrais. Outro dia dei muita risada com ele, que disse que os vinhos pisados têm outro sabor, as bactérias dos pés é que dão o terroir da família. Ha ha ha ha ha! Um amigo dele também tinha uma vinícola caseira, mas mecanizada, com prensa para as uvas. O vinho do amigo estragava e o do meu pai não. Por isso ele dizia que o segredo eram as bactérias da família. Produzíamos de 400 a 500 litros por ano. Um ano era bom, outros nem tanto. Cresci bebendo vinho com água e açúcar, era nosso refrigerante. Não se comprava Coca-Cola em casa.

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