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Conheça Melicana, a aguardente de mel

Não é cachaça. É destilado do mel, receita tradicional de Minas Gerais só agora lançada largamente no mercado. Para fundir a cuca – e espalhar uma doçura bem sutil por aí…

Por Sergio Crusco

arte mel

Beautiful girl playing viola in honeycomb dress and hair, óleo sobre tela de Andrew Merenkov

Se você pensa que Melicana é cachaça, Melicana não é cachaça, não. Embora o nome terminado em “cana” confunda um bocado, de garapa ou melaço ela não tem nada. Também não vá pensar que se trata de uma bebida “com” adição de mel. Ela é destilada “a partir” do mel de abelha. Fermentou o mel, destilou, deu aguardente. Simples assim. Melicana, de fato, é o nome da destilaria que produz essa bebida pouco comum, mas corre o risco de ficar na história como marca que acaba dando nome ao produto, tipo Gillette.

A receita era popular na região de Bom Despacho, centro-oeste de Minas Gerais, onde alguns destiladores informais a preparavam. O empresário José Carlos de Assis, que até o momento não atuava no ramo de bebidas, resolveu aperfeiçoá-la, um Professor Pardal do alambique. Foram quase dez anos de testes e provas entre amigos, até que sua mulher, Lélida Assis, exigiu uma posição ante ao mar de aguardente que se avolumava em seu galpão de experiências: “O que vamos fazer com tanta bebida estocada? Vamos tratar de vender!”, tomou a dianteira. Nasceu a marca. Continuar lendo

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Nova carta de Laércio Zulu no Anexo São Bento conta histórias com coquetéis

Depois de um ano viajando pelo Brasil e pelo mundo, o bartender Laércio Zulu ancora no Anexo São Bento e mostra alquimias com ingredientes como jabuticaba, folha de laranjeira, mutamba – num diálogo com a coquetelaria clássica que rende muitos casos, aroma e sabor

Por Sergio Crusco / Fotos: Rodrigo Marrano/Divulgação

Zulu - retrato

Laércio Zulu brinca com as frutas no balcão do Anexo São Bento, em São Paulo

“Minha avó costumava tomar chá de folha de laranjeira. Dizia que era bom para acalmar. Acho que ela não precisava daquilo – minha avó sempre foi calminha –, mas eu adorava tomar o chá junto com ela, todas as tardes”.

Com esse caso pessoal, o bartender Laércio Zulu começa a apresentar a nova carta que preparou para o Anexo São Bento, em São Paulo. Dividida em cinco partes – ou cinco capítulos – é um “livrinho” que conta muitas histórias. As reminiscências da infância na Bahia, os fogos da adolescência, os muitos giros que fez pelo país em busca de ingredientes “simples, autênticos, mas pouco usuais e surpreendentes” e o olho na modernidade e nas últimas tendências da mixologia – fruto de suas viagens por algumas das cidades mais sambadas do planeta, onde mostra o jeito brasileiro de fazer coquetéis e divulga nosso orgulho etílico: a cachaça.

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