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Uma aula de coquetelaria mediterrânea com Márcio Silva

Drinques leves, cítricos, refrescantes, aromáticos, com sabor de férias sem fim. Assim foi o workshop de coquetéis com o bartender Márcio Silva – inspiração para sonhar com uma vida tranquila lá longe…

Por Sergio Crusco

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O coquetel Poção Tupã e a paisagem da Vila Beatriz – um ramo de manjericão desmilinguido e outro armado com estilo pelo professor

Pensam que é moleza seguir uma receita de coquetel e conseguir o mesmo resultado do bar top ten? Drinques deliciosos, bem equilibrados, com decoração perfeita? Bem que me esforcei, mas bastou a primeira aula de coquetelaria com Márcio Silva para descobrir que estou longe de alcançar qualquer espécie de perfeição nesse ramo.

A ideia era mostrar a um grupo de jornalistas a alquimia de alguns drinques de inspiração mediterrânea, de autoria de Márcio, na sede da importadora Mr. Man. Coisa que a gente vê nos filmes e fica sonhando em viver (para o resto da vida, não só nas férias) – beira mar, ingredientes frescos, comida saudável. “Esses drinques nos fazem desconectar do estresse, da buzina, da fila, do computador. Viver um momento nosso, curtir a vida, estar presente”, disse Márcio, que trabalhou durante 20 anos na Europa, em bares e como treinador de bartenders, tendo passado um bom tempo em Barcelona, de onde trouxe o jeito sutil e refrescante de pensar a mixologia.

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O jeito francês de beber licor de cassis

Licores franceses da Merlet chegam ao Brasil para seduzir mixologistas e bebedores. Há várias maneiras de criar coquetéis com eles, mas a mais simples é fazer um Mêlé-Cass, jeito francês de dizer que tudo pode dar certo se você tem os ingredientes ideais

Por Sergio Crusco

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Esse drinque é de framboesa, tá? Não é de cassis

Na França de outros tempos era assim, nos conta o produtor de licores Gilles Merlet: aos homens era concedida a honra de beber um conhaque depois da refeição. Para as mulheres, licor de cassis, a groselha negra. Imagino que o direito feminino ao conhaque tenha feito parte da luta pelo avanço das moças na era de conquistas por igualdade por aquelas bandas. Tipo chegar num café, dar um tapa no balcão e não ter vergonha de pedir uma dose, e das bem servidas, enquanto senhoras e senhores cochichavam: “Quanta petulância! Pedir um conhaque em público”. Como não tenho em mãos nenhum tratado a respeito do papel do álcool na pauta feminista francesa, sobra imaginação.

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Tempere seu Gim ou Porto Tônica com especiarias, pimentas e frutas

É fácil criar um drinque bem diferente e aromático à base de tônica: veja o que há de bom no armarinho de temperos ou pense seriamente nisso na próxima visita ao mercado

Por Sergio Crusco

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Porto Tônicas charmosamente aromatizados e servidos em potinhos na Tasca da Esquina

Em Portugal e na Espanha é uma sensação: mercados descolados vendem kits lindos para incrementar o seu Gim ou o seu Porto Tônica. São caixas luxuosas com vidrinhos de especiarias, flores e chás que dão aquele twist todo especial ao drinque. Quem gosta desse tipo de coquetel quase não resiste. Mas aí você pensa no preço (os mais caros estão na faixa dos 50 euros), no perrengue que vai ser transportar a caixa e finalmente lembra que por aqui existem maravilhas como a paulistana Zona Cerealista, onde é possível comprar tudo fresquinho e a granel.

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