0

Um dringue com Kennedy Nascimento

Ele tem 22 anos, gerencia alguns dos bares mais sacudidos da cidade e atrai fãs onde quer que crie seus coquetéis. A história de Kennedy Nascimento – eleito o melhor bartender da América Latina no concurso Diageo World Class 2015 – começa no balcão do pai em Ribeirão Pires

Por Sergio Crusco

Kennedy Nascimento_créditos Henrique Peron (6)Você hoje gerencia o serviço de bar e cria cartas de drinques do Grupo Vegas, que inclui o Riviera, o Cine Joia, a Carniceria Z, o PanAm, o Lions Nightclub e o Yacht Club. Como dá conta de tanto trabalho e onde busca inspiração?

Essa parte de gerência e gestão eu sempre estudei na teoria e está sendo muito bom exercitar na prática. A criação acontece em dois pontos. Um é a inspiração, quando vou a uma feira, a um bar, provo um ingrediente que imagino que possa ter ligação com um drinque. O outro ponto é quando você precisa criar mesmo, colocar a mão na massa. É a hora de estudar não só as receitas dos coquetéis, mas o conceito do lugar para o qual você está criando, o público que frequenta. É preciso ter memória sensorial, treinar diariamente, conhecer os ingredientes destilados, fermentados, as frutas. Aí fica tudo mais fácil.

Continuar lendo

0

Frigobar é o speakeasy à nossa moda

O Frigobar traz para São Paulo o clima dos speakeasies americanos, onde se bebia clandestinamente durante a época da Lei Seca. Coquetéis clássicos daquela era são revividos no bar quase secreto, onde é preciso ter senha para entrar

Por Sergio Crusco

speak-easy-abre-1

“Vai um dringue aí? Esse é só para a diretoria”

Tá na moda. Nas cidades mais sacudidas do mundo – Londres, Nova York, São Francisco – o último grito é arranjar um lugar bem mocozado, de preferência porão, montar um bar quase secreto e chamar o novo inferninho de speakeasy. Esses endereços procuram reviver a era em que o álcool foi proibido nos Estados Unidos, de 1920 a 1933, com o resgate de coquetéis clássicos e todo um jogo de cena bolado para o cliente se imaginar nos tempos da Lei Seca, manguaçando clandestinamente. Dá um barato diferente, isso dá. Continuar lendo

0

Estás bor-ra-cho!

A narrativa de amor de uma paraguaia com um caubói americano temperada por um Old Fashioned

Por Cristina Ramalho

dallass1_3

“Vai um dringue?”, pergunta JR Ewing, o patriarca de Dallas

Foi no Paraguai. Eu estava em um cassino dentro do resort de um americano, figurão do tipo caubói. Ele andava pelos corredores, entre as máquinas de caça-níqueis e umas loiras em todos os tons da química, um JR Ewing com chapelão e tudo, saído direto do seriado Dallas. Alto, muito alto. Alguém me soprou no ouvido que a baixinha lá atrás, uma versão mignon de Joan Collins (eu sei, eu sei, Joan era do Dinastia, mas um casal desses ocupa dois seriados) equilibrada sobre plataformas de Carmen Miranda, é a sua esposa. Ela cintila: cílios imensos, roupa de paetês, a cintura apertada. As mãos têm pedras faiscando em todos os dedos, unhas vermelhas de dar medo. Somos apresentadas.

Continuar lendo