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A incrível origem da palavra cocktail

Quem inventou o coquetel? O americano? Errou! Tudo indica que foram os ingleses, a partir do estranho hábito de animar seus cavalos enfiando gengibre… Bem, leia essa história cheia de detalhes nem sempre muito elegantes

Por Sergio Crusco

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“Aica, meu! Esse dringue tá porreta!”

De tão bonitinha, dá vontade de acreditar na história. Lá pelo começo do século 19, quando as forças armadas dos estados americanos do sul tentavam conquistar terras mexicanas (como de fato fizeram, garfando os territórios da Califórnia, do Texas e do Novo México), houve uma longa negociação de trégua entre as tropas e o rei asteca Axolotl VIII. Ao fim da conversa, acordada a trégua, o rei propôs um brinde. Sua filha, a linda princesa Xochitl (linda é por minha conta, já que é lenda mesmo e eu conto do meu jeito), encarregada de cuidar da mixologia no reino, veio apenas com uma taça na mão. Estabeleceu-se a saia justa: se o rei bebesse primeiro, seria desrespeito com o general. Se o general tomasse, poderia insultar o rei. Xochitl não teve dúvida: ela mesma bebeu, de uma só golada, a dose de pulque, fermentado do agave. A princesa, esperta, quebrou o clima de impasse e logo mandou ver uma rodada das boas para a tropa, que, à certa altura, língua enrolada pelo álcool, já não conseguiria pronunciar nada direito, ainda mais no idioma nativo:

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– Meu, que drinque da hora! Quem inventou a parada?

– Foi a princesinha, filha do rei, a Cocktail.

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Um dringue com Kennedy Nascimento

Ele tem 22 anos, gerencia alguns dos bares mais sacudidos da cidade e atrai fãs onde quer que crie seus coquetéis. A história de Kennedy Nascimento – eleito o melhor bartender da América Latina no concurso Diageo World Class 2015 – começa no balcão do pai em Ribeirão Pires

Por Sergio Crusco

Kennedy Nascimento_créditos Henrique Peron (6)Você hoje gerencia o serviço de bar e cria cartas de drinques do Grupo Vegas, que inclui o Riviera, o Cine Joia, a Carniceria Z, o PanAm, o Lions Nightclub e o Yacht Club. Como dá conta de tanto trabalho e onde busca inspiração?

Essa parte de gerência e gestão eu sempre estudei na teoria e está sendo muito bom exercitar na prática. A criação acontece em dois pontos. Um é a inspiração, quando vou a uma feira, a um bar, provo um ingrediente que imagino que possa ter ligação com um drinque. O outro ponto é quando você precisa criar mesmo, colocar a mão na massa. É a hora de estudar não só as receitas dos coquetéis, mas o conceito do lugar para o qual você está criando, o público que frequenta. É preciso ter memória sensorial, treinar diariamente, conhecer os ingredientes destilados, fermentados, as frutas. Aí fica tudo mais fácil.

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