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Negroni, o drinque com alma de diva

É o coquetel das moças intrépidas, que são donas da situação e estão de olho nas boas coisas da vida. É também sinônimo de pecado, perigo e libido à flor da pele – o Negroni foi usado por Tennessee Williams como metáfora do desejo em um de seus romances

Por Cristina Ramalho

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Vivien Leigh em foto promocional para o filme Em Roma na Primavera (1961), em que o Negroni é personagem fundamental, com base no romance de Tennessee Williams

Outro dia mesmo as redes sociais ferveram com a notícia sobre Caco, o sapo, separado da Miss Piggy, que arrumou uma namorada mais jovem, mais magra e, basta uma olhada rápida na foto da moça, um chuchu. Não no sentido vintage da palavra, quando o legume, acreditem, jovens, era sinônimo de gata, de mulher bonita. A nova senhorita Caco está mais para um chuchu literal: aguada, sem appeal, de um verdinho pálido. Parece que Piggy, a sedutora salerosa, gargalhou quando lhe contaram a nova. “Moi, desoleé? Hahaha!”, sapecou, enquanto bebericava uns Negronis no Gilroy, o bar da moda em Nova York.

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O tiki tá com tudo

Os coquetéis tiki, inspirados nas ilhas do Pacífico na década de 1930, voltam à cena: coloridos, saborosos e – por que não dizer? – graciosamente cafonas. Em São Paulo você pode fazer um roteiro tropical e prová-los em bares como Frank, Barê, SubAstor e Brasserie des Arts

Por Sergio Crusco

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Imagem do livro Tiki Pop, de Sven A. Kirsten, que conta a história da moda tropical na coquetelaria

Numa dessas aventuras que a vida proporciona, lá fui eu viajar de navio pelo Mediterrâneo, com uma turma boa de copo e de piada. Trabalho pesado, não pensem que era só diversão. Mas uma das diversões, entre uma reportagem e outra para certa revista de celebridades, era ver quem pedia o drinque mais cafona, aqueles decorados com flores, mini guarda-sóis, cerejinhas artificialíssimas – e uma boa dose de doçura.

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Uma noite de desafio com os top bartenders de São Paulo

Bambas da mixologia se reúnem na Brasserie des Arts para criar drinques com Ice Tropez, bebida à base de vinho e aroma de pêssego importada da França Por Sergio Crusco

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Beach Tropez: primeiro drinque criado com Ice Tropez por Marcelo Serrano

Sabe o que acontece quando alguns dos melhores bartenders da cidade se reúnem para um desafio? Uma evolução de sabores, um desfile de cores que lembra os tempos das competições de fantasias de luxo dos velhos carnavais. Mas aqui Clovis Bornay e Wilza Carla (o rei e a rainha da folia no tempo da vovó) não se estapeiam pelo primeiro lugar, nem voam plumas. É um encontro amistoso em que não faltam harmonia, suíngue, charme e simpatia. A movimentação dos bartenders no balcão é digna de bateria nota 10. E o resultado, para quem está do outro lado, um deslumbre: cada drinque, uma alegoria.

O desafio da noite é criar um coquetel com Ice Tropez, bebida à base de vinho branco e aroma natural de pêssego – uma espécie de Bellini com sotaque francês. O anfitrião é Frederic Renaut, gerente da filial paulistana da Brasserie des Arts, e o mixologista Marcelo Serrano, o mestre de cerimônias. Serrano já havia colocado no cardápio da Brasserie o drinque Beach Tropez (veja receita abaixo) e agora convida uma turma de bambas para criar novas alquimias. Continuar lendo