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O Clericot de Iemanjá: leve, cítrico, refrescante e perfumado

O mixologista Rodolfo Bob criou um Clericot especial para a Mãe do Mar, com frutas e flores brancas, perfume de sabugueiro, mel e aroma de alfazema – tudo como manda a tradição. O drinque perfeito para aquela tarde de verão que a gente nunca quer que acabe

Por Sergio Crusco / Fotos: Marcos Muzi

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Espumante brut, aromas, frutas e flores claras são a essência do Clericot de Iemanjá

A fagulha da inspiração cintila dos jeitos menos esperados, até de uma conversa digna de esquete da Praça da Alegria. Estávamos Rodolfo Bob e eu batendo papo num bar, música tuntz-tuntz vibrando no ar, à espera de saborear os drinques de uma nova carta na cidade. Foi quando eu disse:

– O bartender vai fazer um Clericot de Limoncello, estou doido pra provar.

– Clericot de Iemanjá? – ele perguntou.

– Não. Li-mon-ce-llo!

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Negroni, o drinque com alma de diva

É o coquetel das moças intrépidas, que são donas da situação e estão de olho nas boas coisas da vida. É também sinônimo de pecado, perigo e libido à flor da pele – o Negroni foi usado por Tennessee Williams como metáfora do desejo em um de seus romances

Por Cristina Ramalho

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Vivien Leigh em foto promocional para o filme Em Roma na Primavera (1961), em que o Negroni é personagem fundamental, com base no romance de Tennessee Williams

Outro dia mesmo as redes sociais ferveram com a notícia sobre Caco, o sapo, separado da Miss Piggy, que arrumou uma namorada mais jovem, mais magra e, basta uma olhada rápida na foto da moça, um chuchu. Não no sentido vintage da palavra, quando o legume, acreditem, jovens, era sinônimo de gata, de mulher bonita. A nova senhorita Caco está mais para um chuchu literal: aguada, sem appeal, de um verdinho pálido. Parece que Piggy, a sedutora salerosa, gargalhou quando lhe contaram a nova. “Moi, desoleé? Hahaha!”, sapecou, enquanto bebericava uns Negronis no Gilroy, o bar da moda em Nova York.

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Top bartenders de São Paulo fazem drinques em colaboração no Eataly

O Brace Bar, do Eataly, reuniu feras para preparar os drinques de sua nova carta. Estão no projeto Bar a 4 Mãos Derivan de Souza, Jean Ponce, Laércio Zulu, Rodolfo Bob e a mixologista da casa, Dudah Bonatto. Sabores para todos os gostos e muito amor em forma de coquetel

Por Sergio Crusco

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Derivan de Souza apresenta o Ischia, drinque feito com ingredientes italianos e “amor de coração cheio”

“Vocês devem se lembrar daquela frase do filme Candelabro Italiano: ‘Um casal que bebe Strega junto nunca se separa’”. Assim começa a alquimia do bartender Derivan de Souza. Seu desafio é preparar uma poção mágica que lembre o elemento água e, das lembranças da Itália, especialmente da Ilha de Ischia, traz os componentes para sua nova criação. Além do Strega (licor das bruxas, que já vem com dose mística), ele usa grappa, vermute Carpano Rosso e uma infusão de água de margaridas “que esses meninos modernos me ajudaram a fazer”. O último ingrediente vem de forma mimosa, uma pipeta para injetar o líquido florido no coquetel.

Mas falta um toque final, não menos mágico e essencial, segredo que Derivan não guarda, espalha com simpatia e gestos largos. “É preciso misturar 10% a 15% de amor no coquetel. Amor de coração cheio. Amor, muito amor. Saúde!”, finaliza. E a plateia explode em aplausos.

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