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Cervejaria Dádiva chega com pelotão de cervejas encorpadas para aquecer esse inverno

Tem o trio de Russian Imperial Stouts Odonata (com passagem em madeira usada no envelhecimento de destilados), mais uma Barley Wine, uma Tripelbock e uma Imperial Porter. Desculpa para espantar o frio com cerveja não falta!

Por Sergio Crusco

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As Odonatas #4, #5 e #6, cada uma repousada por três meses em barris usados para rum, single malt e cachaça, respectivamente

Ui, chegou a frente fria. Aquela que todo mundo temia. Em vez de reclamar da situação polar no Facebook, que tal agasalhar-se com alguma bebida encorpada, alcoólica, calorosa? A cervejaria paulista Dádiva foi uma das que bem se preparou para a estação com um grupo de rótulos poderosos e robustos lançados recentemente. Senta que lá vem muita novidade… Continuar lendo

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Poke Haüs acende a chama da coquetelaria tiki em pleno inverno

O bartender Laércio Zulu é autor da carta de drinques tiki que acompanha as porções de poke havaiano, nova moda na cidade

Por Sergio Crusco

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Navy Grog, clássico tiki revisitado por Laércio Zulu na Poke Haüs, em São Paulo

Tá certo que acabamos de entrar no inverno e que a estação pede comida quente, reconfortante, e drinques encorpados e alcoólicos. Mas na Poke Haüs, nova opção descontraída no Itaim, o verão parece teimar em ser eterno. No menu, as principais opções são algumas combinações de poke, o prato havaiano à base de peixes marinados e arroz, nova modinha na cidade.

Como leveza harmoniza com leveza, os coquetéis tiki têm tudo para vencer a parada, mesmo sob as baixas temperaturas. Quem montou a carta, bem sucinta, foi o bartender Laércio Zulu, mestre nas alquimias tropicais. São seis opções de drinques, três de autoria própria e três recriações de clássicos tiki de Don The Beachcomber (essa história toda você lê no Dringue clicando aqui). Continuar lendo

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Conheça Melicana, a aguardente de mel

Não é cachaça. É destilado do mel, receita tradicional de Minas Gerais só agora lançada largamente no mercado. Para fundir a cuca – e espalhar uma doçura bem sutil por aí…

Por Sergio Crusco

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Beautiful girl playing viola in honeycomb dress and hair, óleo sobre tela de Andrew Merenkov

Se você pensa que Melicana é cachaça, Melicana não é cachaça, não. Embora o nome terminado em “cana” confunda um bocado, de garapa ou melaço ela não tem nada. Também não vá pensar que se trata de uma bebida “com” adição de mel. Ela é destilada “a partir” do mel de abelha. Fermentou o mel, destilou, deu aguardente. Simples assim. Melicana, de fato, é o nome da destilaria que produz essa bebida pouco comum, mas corre o risco de ficar na história como marca que acaba dando nome ao produto, tipo Gillette.

A receita era popular na região de Bom Despacho, centro-oeste de Minas Gerais, onde alguns destiladores informais a preparavam. O empresário José Carlos de Assis, que até o momento não atuava no ramo de bebidas, resolveu aperfeiçoá-la, um Professor Pardal do alambique. Foram quase dez anos de testes e provas entre amigos, até que sua mulher, Lélida Assis, exigiu uma posição ante ao mar de aguardente que se avolumava em seu galpão de experiências: “O que vamos fazer com tanta bebida estocada? Vamos tratar de vender!”, tomou a dianteira. Nasceu a marca. Continuar lendo

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Drinques com vinho fazem sucesso no Ovo e Uva e em outros bares e restaurantes de São Paulo

Além da manjada Sangria, do clássico Champagne Cocktail e do popular Aperol Spritz, fazer coquetéis com vinho é um mundo de possibilidades e harmonia. O Ovo e Uva é um dos endereços da cidade em que se pode molhar o bico com invenções tradicionais ou modernas. Tem outros…

Por Sergio Crusco

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Rodada de Aperol Spritz pronta para sair na degustação comandada pelo sommelier João Renato, do Ovo e Uva

Gim? Rum? Cachaça? Qual o ingrediente da moda nos coquetéis? Todos eles e mais alguns, vamos combinar. Mas uma tendência que tem pegado por aí é a dos drinques com vinho. Até aí, nenhuma novidade. Eles existem desde que alguém se dispôs a misturar bebidas para ver no que dava. E deu. Quem nunca se inebriou com o clássico Champagne Cocktail, com a singela Mimosa ao cair da tarde, com os italianíssimos Bellini e Aperol Spritz, com a farta e colorida jarra de Sangria ou Clericot? Continuar lendo

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Guilhotina Bar une descontração e drinques surpreendentes em Pinheiros

O novo empreendimento do mixologista Márcio Silva já nasceu famoso, com coquetéis autorais, pouca pompa e muito espaço para o povo interagir

Por Sergio Crusco

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Ambiente do Guilhotina bar: chique sem perecoteco, com cara de boteco de bairro

Mal abriu, no final do ano passado, o Guilhotina Bar virou um daqueles sucessos instantâneos, do tipo “está por fora quem ainda não foi”. Fica num imóvel simples da Rua Costa Carvalho, Baixo Pinheiros, entre Faria Lima e Marginal, pedaço que já conta com um punhado de opções bebíveis e comíveis bem recomendáveis: o Empório Alto de Pinheiros (a Aparecida do Norte dos cervejeiros), o Horta Café e Bistrô, a pâtisserie de Nina Veloso, o Delirium Café (outro point das grandes cervejas), o restaurante Nou, o Piú, o Oui, o Ruella, a Confeitaria Dama e outras perdições. No mapa estendido da região, o Guilhotina entra na categoria “bares abertos pelos próprios bartenders”, como o simpático e bom de preço boteco Paramount (de Netinho, ex-Astor), o aconchegante e caseiro Guarita (de Jean Ponce) e o elétrico Biri Nait (de Talita Simões).

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Nova carta de Laércio Zulu no Anexo São Bento conta histórias com coquetéis

Depois de um ano viajando pelo Brasil e pelo mundo, o bartender Laércio Zulu ancora no Anexo São Bento e mostra alquimias com ingredientes como jabuticaba, folha de laranjeira, mutamba – num diálogo com a coquetelaria clássica que rende muitos casos, aroma e sabor

Por Sergio Crusco / Fotos: Rodrigo Marrano/Divulgação

Zulu - retrato

Laércio Zulu brinca com as frutas no balcão do Anexo São Bento, em São Paulo

“Minha avó costumava tomar chá de folha de laranjeira. Dizia que era bom para acalmar. Acho que ela não precisava daquilo – minha avó sempre foi calminha –, mas eu adorava tomar o chá junto com ela, todas as tardes”.

Com esse caso pessoal, o bartender Laércio Zulu começa a apresentar a nova carta que preparou para o Anexo São Bento, em São Paulo. Dividida em cinco partes – ou cinco capítulos – é um “livrinho” que conta muitas histórias. As reminiscências da infância na Bahia, os fogos da adolescência, os muitos giros que fez pelo país em busca de ingredientes “simples, autênticos, mas pouco usuais e surpreendentes” e o olho na modernidade e nas últimas tendências da mixologia – fruto de suas viagens por algumas das cidades mais sambadas do planeta, onde mostra o jeito brasileiro de fazer coquetéis e divulga nosso orgulho etílico: a cachaça.

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Nova carta do SubAstor traz quase o mundo todo em forma de drinques

O mixologista Fabio La Pietra mudou toda a carta do SubAstor, na Vila Madalena. São 24 drinques com influências latinas, clássicas, caribenhas… Festa para o paladar

Por Sergio Crusco

Carta de drinks - Sub Astor - foto Leo Feltran - 22/05/2015

My Hops Don’t Lie: martini muito seco e amargo, com lúpulo

Bar é como passarela, de moda ou de escola de samba. Tem de ter novidade, cor, alegria, alegoria, surpresas para os olhos e o paladar. A nova carta do paulistano SubAstor, comandado pelo bartender Fabio La Pietra é assim: num enredo multicultural, ele vem com destilados de sotaque latino, muito rum caribenho, matizes das praias da Indonésia, pitadas de brasilidade em coquetéis com cachaça e base na coquetelaria clássica. Dá para saracotear com gosto – e com responsabilidade, para não cair da plataforma de Carmen Miranda – nessa mistura de suingues e temperos. Dringue esteve por lá para provar alguns dos novos coquetéis – 24 ao todo – e conta um pouquinho dessa aventura.

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