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Cervejaria Dádiva chega com pelotão de cervejas encorpadas para aquecer esse inverno

Tem o trio de Russian Imperial Stouts Odonata (com passagem em madeira usada no envelhecimento de destilados), mais uma Barley Wine, uma Tripelbock e uma Imperial Porter. Desculpa para espantar o frio com cerveja não falta!

Por Sergio Crusco

Odonata_ dadiva

As Odonatas #4, #5 e #6, cada uma repousada por três meses em barris usados para rum, single malt e cachaça, respectivamente

Ui, chegou a frente fria. Aquela que todo mundo temia. Em vez de reclamar da situação polar no Facebook, que tal agasalhar-se com alguma bebida encorpada, alcoólica, calorosa? A cervejaria paulista Dádiva foi uma das que bem se preparou para a estação com um grupo de rótulos poderosos e robustos lançados recentemente. Senta que lá vem muita novidade… Continuar lendo

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Um papo sobre cerveja com Garrett Oliver, o papa da harmonização

O mestre-cervejeiro americano Garrett Oliver é uma das principais referências mundiais em ousadia ao criar cervejas e harmonizá-las. Esteve no Brasil recentemente, como faz todos os anos, e falou sobre a história da cervejaria nos Estados Unidos, a descoberta dos novos sabores, a caipirinha que tanto ama e adiantou a tendência dos sabores azedos – entre outros assuntos

Por Sergio Crusco

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Garrett Oliver: simpatia e sabor durante a palestra na Academia Barbante de Cerveja

“Meu chapéu também lhes dá boas vindas”, anuncia Garrett Oliver ao tirar o chapéu de palha e deixá-lo sobre a mesa para começar sua palestra na Academia Barbante de Cerveja, em São Paulo. Um dos mestres-cervejeiros mais pop do mundo, autor de um livro que é bíblia sobre a relação entre cervejas e comidas, A Mesa do Mestre-Cervejeiro, Garrett parece ter saído de uma canção de Jorge Ben Jor – um Salve Simpatia lupulado. Conhecido como “o papa da harmonização”, é o tipo de professor e palestrante que envolve a plateia com charme, bom humor e muito conhecimento. Pode falar a tarde toda, não causará bocejos a ninguém. Com cervejinhas especiais para tabelar o papo – entre elas, algumas experiências de Garrett ainda não lançadas no mercado ou de brassagens sazonais que já saíram de linha –, melhor ainda. Aqui, um pouco de sua filosofia sobre beber, comer e viver.

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Banana Verde harmoniza cervejas brasileiras com pratos naturebas

O restaurante natural Banana Verde, na Vila Madalena, aposta numa carta caprichada de cervejas artesanais para combinar com os pratos vegetarianos sutis criados pela chef Priscilla Herrera. Quem propõe a alquimia é a sommelier autodidata Poliana Scuissati

Por Sergio Crusco

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Uma das harmonias sugeridas no Banana Verde: Tupiniquim Belgian Dubbel Ale com mousse de cogumelos Portobello, compota de pera e gengibre e torradas no azeite trufado

Confesso que, quando se fala em harmonização com cervejas, penso logo na gordice (hoje tá na moda falar em food porn, mas não tenho delírios sexuais à visão de um lombo de porco – pornô pra mim continua sendo a Linda Lovelace, o John Holmes e O Diabo na Carne de Miss Jones, vai no Google, se não é dessa época). Enfim, falou em cerveja potente, imagino a crocância de um pururuca, uns torresmos ainda fazendo shhhh ao chegar à mesa do boteco. Falou em cerveja levinha, com doçura de malte, penso no apimentado, uma moqueca daquelas, com todo o mar dentro, como diria Vinicius de Moraes – a bebida suave aplacando o ardor. Estou errado? Não sei. Não sou especialista e aqui no Dringue é assim – a gente conversa com os bambas na matéria para aprender, provar, mandar o plá e curtir. Por favor, bambas, me corrijam o eventual despropósito. Sei que não é simples assim e o que importa nessa vida é a surpresa.

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Um dringue com André Cancegliero e Fernando Pieratti, da Cervejaria Urbana

Centeio Dedo é a nova cerveja da Urbana, uma Rye IPA aveludada e potente – mais uma aventura de uma marca que tem causado polêmica, alegria e frisson. Conversamos com dois desses meninos maluquinhos que criam rótulos com nomes como Gordelícia, Trimiliqui e Prima Pode

Por Sergio Crusco

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André Cancegliero e Fernando Pieratti no lançamento da Centeio Dedo no Empório Alto dos Pinheiros (Fernando: “Mas vai colocar foto minha com cigarro na boca?”. Eu: “Foi a que ficou melhorzinha”. Fernando: “Então, vai com cigarro mesmo”.)

André, fala da Centeio Dedo, essa cerveja que estamos provando hoje. [Estamos no Empório Alto dos Pinheiros, templo da cerveja boa em São Paulo]

André – É uma American Rye IPA, um estilo pouco conhecido no Brasil. É feita com 30% de centeio, o que dá cremosidade à cerveja e uma certa picância. Ela é aveludada, também por causa do centeio, e tem esse amargor típico da IPA.

E mais esse nome maluco.

Ih, isso é coisa do meu sócio. Ele que inventa os nomes. Vem aqui, Fernando.

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