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Novo livro de Ruy Castro conta a história do samba-canção: um roteiro encharcado de amor e uísque

O circuito de boates cariocas que bombou nas década de 1950 é o cenário da obra do jornalista e escritor. Grã-finos, cantores, compositores, políticos, cronistas, clássicos da canção romântica e uma quantidade oceânica de uísque são os personagens dessa história cheia de histórias. Conheça algumas delas como aperitivo, depois corra para ler o livro, saboreando bons rótulos que indicamos no final do post – harmonizados com um punhado de sambas-canção

Por Sergio Crusco

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Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi: laços de amizade estreitados por um carregamento pesado de uísque escocês Vat 69, quando o samba-canção era o último grito nas boates cariocas

Supõe-se que o uísque tenha desempenhado um papel mais importante do que mero coadjuvante nas longas noites de boemia da época de ouro do samba-canção, no Rio de Janeiro dos anos 1950.

Quando Dorival Caymmi mostrou que sabia fazer mais do que belas canções praieiras de inspiração solar e baiana – e apresentou ao mundo sua face noturna, urbana e carioca em sambas lentos como Sábado em Copacabana, Você Não Sabe Amar, Não Tem Solução –, atribuiu parceria ao playboy e milionário Carlos Guinle, herdeiro do Copacabana Palace, em sete dessas obras-primas.

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No post anterior falamos sobre a chatice de quem entende de vinhos, esnoba com a grana alheia ou insiste em encher a taça do amigo. Aqui vamos ao dia seguinte – em especial para as moças que depois do pilequinho costumam declarar seu amor ou exagerar na sinceridade

Por Cristina Ramalho

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“Tenho a impressão de que esses meninos estão cheios de más intenções”

Tem aquele conto da Dorothy Parker, “Você esteve ótimo”, que é a definição da amnésia alcóolica. A clássica: você acorda sem saber onde está e quem é, e um simples telefonema de uma testemunha ocular dos escorregões aciona sua memória e a vontade de sair correndo para sempre. Dorothy descreve a moça que liga para o sujeito que pintou os canecos na noite anterior e vai contando, na base do “isso acontece, não esquenta” que o moço jogou lulas em su tinta no decote da esposa de outro. “Mas isso passa, mande flores para ela no hospital e tudo bem”. E conta que ele cantou. E que brigou com o garçom. E que chamaram a polícia. E a cada frase ele vai se horrorizando mais e mais.

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