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Um dringue com Tatiana Spogis

Ela é sommelier de cervejas, gerente de marketing da importadora Bier & Wein, mestra na Academia Barbante de Cerveja, terceira colocada no III Campeonato Mundial de Sommeliers realizado em Munique, em 2013. Trabalhou no lançamento das cervejas de trigo alemãs no Brasil, em 2001, quando começou a onda dos rótulos especiais no Brasil, e tem muita história para contar. Conversamos um pouco sobre trabalho e muito sobre sensações. Ou melhor, estar com os sentidos afiados é a principal ferramenta de trabalho de Tatiana 

Por Sergio Crusco

Tatiana Spogis

Como começa sua história com cerveja?

Ihhh… Senta que lá vem história! Sempre amei cerveja. Das bebidas alcoólicas, sempre foi minha predileta.

Desde que época?

A parte oficial? Desde os 18 anos. Ha ha ha! Meu pai é uruguaio, de pequeno a gente tomava o suco de uva do uruguaio, que é o vinho com bastante água e açúcar para crianças. Quando comecei a trabalhar oficialmente com cerveja, a primeira reação da minha mãe foi de susto: “Ai, meu Deus, agora ela vira alcoólatra!”

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O tiki tá com tudo

Os coquetéis tiki, inspirados nas ilhas do Pacífico na década de 1930, voltam à cena: coloridos, saborosos e – por que não dizer? – graciosamente cafonas. Em São Paulo você pode fazer um roteiro tropical e prová-los em bares como Frank, Barê, SubAstor e Brasserie des Arts

Por Sergio Crusco

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Imagem do livro Tiki Pop, de Sven A. Kirsten, que conta a história da moda tropical na coquetelaria

Numa dessas aventuras que a vida proporciona, lá fui eu viajar de navio pelo Mediterrâneo, com uma turma boa de copo e de piada. Trabalho pesado, não pensem que era só diversão. Mas uma das diversões, entre uma reportagem e outra para certa revista de celebridades, era ver quem pedia o drinque mais cafona, aqueles decorados com flores, mini guarda-sóis, cerejinhas artificialíssimas – e uma boa dose de doçura.

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Curta os melhores bares do bairro italiano de São Francisco

Vinhos, cervejas e uns bons drinques num dos pedaços mais agitados da cidade, onde os prazeres são infinitos. Prepare-se para um longo roteiro, em que é prudente forrar o estômago pelo caminho

Por Sergio Crusco

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Columbus Avenue, a via principal de North Beach, bairro italiano de São Francisco

São Francisco já foi cantada em verso, prosa, música e cinema. Tomar umas e outras por lá vai fazer você recordar várias canções (a do Tony Bennett, sem dúvida), reviver cenas de filmes e alguns romances noir que andou lendo (o mais célebre, O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett), identificar em cada canto uma lembrança, mesmo que seja a sua primeira vez por lá.

North Beach, o bairro italiano, é pródigo em bares cheios de história. É para lá que você deve seguir se quiser ter a chance de estar onde grandes personalidades que criaram a alma de São Francisco esvaziaram seus copos. Imagine sentar-se no mesmo lugar onde Jack Kerouac tomava seus traçados. Alisar a madeira do balcão onde Rudolph Nureyev passava tardes de ócio, entre um rodopio e outro. Ou saber que está bebendo um bom vinho bem debaixo das salas onde Francis Ford Coppola montou O Poderoso Chefão. Vá com calma, pois o roteiro é intenso, repleto de sabores. Em breve, vamos falar de outros recantos não menos inebriantes de São Francisco.

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