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Um dringue com Tatiana Spogis

Ela é sommelier de cervejas, gerente de marketing da importadora Bier & Wein, mestra na Academia Barbante de Cerveja, terceira colocada no III Campeonato Mundial de Sommeliers realizado em Munique, em 2013. Trabalhou no lançamento das cervejas de trigo alemãs no Brasil, em 2001, quando começou a onda dos rótulos especiais no Brasil, e tem muita história para contar. Conversamos um pouco sobre trabalho e muito sobre sensações. Ou melhor, estar com os sentidos afiados é a principal ferramenta de trabalho de Tatiana 

Por Sergio Crusco

Tatiana Spogis

Como começa sua história com cerveja?

Ihhh… Senta que lá vem história! Sempre amei cerveja. Das bebidas alcoólicas, sempre foi minha predileta.

Desde que época?

A parte oficial? Desde os 18 anos. Ha ha ha! Meu pai é uruguaio, de pequeno a gente tomava o suco de uva do uruguaio, que é o vinho com bastante água e açúcar para crianças. Quando comecei a trabalhar oficialmente com cerveja, a primeira reação da minha mãe foi de susto: “Ai, meu Deus, agora ela vira alcoólatra!”

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Chegou Primavera, a primeira cerveja do Eataly de São Paulo

Uma Witbier com alcaçuz, genciana e limão siciliano é a primeira a ser produzida no complexo gastronômico — colaboração da Academia Barbante de Cerveja com a Birra Baladin, marca italiana de respeito

Por Sergio Crusco

Botticelli-primavera_big

Primavera, Sandro Botticelli, c. 1482

Quem vive numa cidade como São Paulo não consegue entender muito bem o que é primavera. É mais estado de espírito do que estação. Se o tempo não enlouquecer, esperamos dias de temperatura amena, tirar a bermuda do armário, o vestidinho esvoaçante, calçar o sapato arejado. Faltam uns jardins multicor por aqui, para celebrarmos a delícia de ver o mundo florir.

Sem eles ou praças crivadas de tulipas (quem mandou não nascer em Amsterdã?), vamos imaginando a primavera com ajuda de Botticelli: um bosque onde ninfas dançam, Vênus ao centro comanda a festa, Mercúrio protege a cena tentando afastar nuvens cinzentas, Cupido lança flechas às cegas – se colar, colou (opa, tem uma ninfa de olho no Mercúrio, repare). Zéfiro tenta possuir a ninfa Clóris  o que de fato acontece: encanta-se e a transforma em Flora, deusa da primavera, que aparece no quadro transmutada, toda colorida, com o vestido em bojo recheado de flores.

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