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Sunomono, a cerveja com pepino que desce macio e refresca

Uma Witbier com adição de pepino é a nova receita sazonal da Cervejaria Nacional, elaborada pelo mestre-cervejeiro Patrick Bannwart e pelo mestre em estilos Luis Celso Jr. Corre porque acaba rapidinho…

Por Sergio Crusco

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Um brinde no lançamento da Sunomono, Witbier com pepino da Cervejaria Nacional

No meio das crises que avacalham nossa paz, há inúmeros motivos para que você não queira mais pepino. Nem do grosso, nem do fino. Mas pepino na cerveja, que tal? A moda das Cucumber Beers pegou forte ao longo do ano passado nos Estados Unidos, terra da inventividade cervejeira. Apareceram Saisons, Kölschs, Beliner Weisses, sours e outros estilos refrescantes combinados com o vegetal. Porque, vamos combinar, uma Cucumber Stout deve ser algo meio difícil de dar certo. Continuar lendo

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Cerveja Mea Culpa lança Preguiça, uma witbier para quem não quer saber de complicação

Dringue está de volta. Mas chega sossegado, brindando com a cerveja Preguiça, witbier delícia da Mea Culpa, própria para quem não quer queimar a mufa. Ou finge que está na miúda e andou só matutando na vida…

Por Sergio Crusco

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Entra ano, sai ano, Dorival Caymmi continua dando pinta no Dringue, personificando a preguiça produtiva – fez pouco mais de 100 canções, todas obras primas

Voltar, encarar o tranco mais uma vez, botar na prática planos que até ontem eram sonhos, lidar com os dilemas do tipo “o que faço da vida?”, “quem sou eu?”, “onde estou?”, “para onde vou?”… Nada disso combina com decisões muito complicadas. Bom é recomeçar de mansinho, sem grandes solavancos. Não, solavanco ninguém quer.

Melhor abrir uma witbier, estilo belga de cerveja levinha, levemente perfumada, fresca. Nenhum aroma estrambótico para decifrar, nenhum papo que envolva grandes repertórios sensoriais. Fácil de beber, de entender e de gostar.

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Um dringue com Tatiana Spogis

Ela é sommelier de cervejas, gerente de marketing da importadora Bier & Wein, mestra na Academia Barbante de Cerveja, terceira colocada no III Campeonato Mundial de Sommeliers realizado em Munique, em 2013. Trabalhou no lançamento das cervejas de trigo alemãs no Brasil, em 2001, quando começou a onda dos rótulos especiais no Brasil, e tem muita história para contar. Conversamos um pouco sobre trabalho e muito sobre sensações. Ou melhor, estar com os sentidos afiados é a principal ferramenta de trabalho de Tatiana 

Por Sergio Crusco

Tatiana Spogis

Como começa sua história com cerveja?

Ihhh… Senta que lá vem história! Sempre amei cerveja. Das bebidas alcoólicas, sempre foi minha predileta.

Desde que época?

A parte oficial? Desde os 18 anos. Ha ha ha! Meu pai é uruguaio, de pequeno a gente tomava o suco de uva do uruguaio, que é o vinho com bastante água e açúcar para crianças. Quando comecei a trabalhar oficialmente com cerveja, a primeira reação da minha mãe foi de susto: “Ai, meu Deus, agora ela vira alcoólatra!”

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Banana Verde harmoniza cervejas brasileiras com pratos naturebas

O restaurante natural Banana Verde, na Vila Madalena, aposta numa carta caprichada de cervejas artesanais para combinar com os pratos vegetarianos sutis criados pela chef Priscilla Herrera. Quem propõe a alquimia é a sommelier autodidata Poliana Scuissati

Por Sergio Crusco

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Uma das harmonias sugeridas no Banana Verde: Tupiniquim Belgian Dubbel Ale com mousse de cogumelos Portobello, compota de pera e gengibre e torradas no azeite trufado

Confesso que, quando se fala em harmonização com cervejas, penso logo na gordice (hoje tá na moda falar em food porn, mas não tenho delírios sexuais à visão de um lombo de porco – pornô pra mim continua sendo a Linda Lovelace, o John Holmes e O Diabo na Carne de Miss Jones, vai no Google, se não é dessa época). Enfim, falou em cerveja potente, imagino a crocância de um pururuca, uns torresmos ainda fazendo shhhh ao chegar à mesa do boteco. Falou em cerveja levinha, com doçura de malte, penso no apimentado, uma moqueca daquelas, com todo o mar dentro, como diria Vinicius de Moraes – a bebida suave aplacando o ardor. Estou errado? Não sei. Não sou especialista e aqui no Dringue é assim – a gente conversa com os bambas na matéria para aprender, provar, mandar o plá e curtir. Por favor, bambas, me corrijam o eventual despropósito. Sei que não é simples assim e o que importa nessa vida é a surpresa.

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Chegou Primavera, a primeira cerveja do Eataly de São Paulo

Uma Witbier com alcaçuz, genciana e limão siciliano é a primeira a ser produzida no complexo gastronômico — colaboração da Academia Barbante de Cerveja com a Birra Baladin, marca italiana de respeito

Por Sergio Crusco

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Primavera, Sandro Botticelli, c. 1482

Quem vive numa cidade como São Paulo não consegue entender muito bem o que é primavera. É mais estado de espírito do que estação. Se o tempo não enlouquecer, esperamos dias de temperatura amena, tirar a bermuda do armário, o vestidinho esvoaçante, calçar o sapato arejado. Faltam uns jardins multicor por aqui, para celebrarmos a delícia de ver o mundo florir.

Sem eles ou praças crivadas de tulipas (quem mandou não nascer em Amsterdã?), vamos imaginando a primavera com ajuda de Botticelli: um bosque onde ninfas dançam, Vênus ao centro comanda a festa, Mercúrio protege a cena tentando afastar nuvens cinzentas, Cupido lança flechas às cegas – se colar, colou (opa, tem uma ninfa de olho no Mercúrio, repare). Zéfiro tenta possuir a ninfa Clóris  o que de fato acontece: encanta-se e a transforma em Flora, deusa da primavera, que aparece no quadro transmutada, toda colorida, com o vestido em bojo recheado de flores.

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Vedett Extra Ordinary IPA: para quem quer pular para o galho de cima

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Vedett IPA em noite de gala

Há um papo curioso sobre transição no mundo cervejeiro (para mim, pelo menos). Mais ou menos assim: o paladar vai apurando, você deixa de achar graça nos estilos leves à medida que aprende a saborear os mais encorpados, lupulados, complexos.

Entendo o raciocínio, não vejo graça é na postura de quem ergue uma taça de India Pale Ale com o ar superior de quem já transitou pelas cervejas bobas e agora está num patamar mais nobre, olha para o resto da humanidade com cara above the clouds. Ouvi na noite de lançamento da Vedett Extra Ordinary IPA, em São Paulo, na Barbearia Corleone: “Fulano abandonou as cervejas de trigo (como se houvesse saído do rehab) e agora bebe IPA”. Outra: “IPA tá na moda porque é a cerveja dos hipsters”. Ha ha ha!

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